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Archive for Janeiro 2008

A nova cara da telefonia fixa...




A telefonia fixa, da forma que a conhecemos hoje está com os dias contados, pelo menos é o que promete a Embratel que está lançando a primeira linha fixa livre de assinatura em parceria com a Vésper, após a aquisição da empresa há cerca de um mês.
Trata-se do Livre, uma linha fixa residencial sem assinatura básica,
que custa ao consumidor somente o valor das ligações.
O objetivo é livrar os clientes residenciais do custo da assinatura
mensal, além de ser uma alternativa competitiva às concessionárias de telefonia local.
O Livre estará disponível a partir dos 17 estados cobertos pela Vésper (SP, RJ, RN, MG, RS e todo o Nordeste e Norte).
O novo produto da Embratel inclui serviços especiais como secretária eletrônica, identificador de chamadas, chamada em espera e instalação rápida, sem custos extras. Caso o usuário opte pelo pagamento em débito automático, ganha também
"conferência a três" e "siga-me". Inicialmente, serão comercializados aparelhos das marcas LG (modelos SP110, LEI 1000 e LP 1000) e Nokia, que já podem ser encontrados em redes de varejo (Extra, Eletro, Casas Bahia, Casa & Vídeo, Ponto Frio, Magazine Luiza, Lojas Maia e Yamada, por exemplo). Com o Livre, a Embratel entra definitivamente na telefonia fixa residencial, através de uma alternativa simples e barata, uma vez que a economia com o novo produto pode chegar a 60% em relação aos planos tradicionais de telefonia fixa, nos quais o cliente é obrigado a pagar pela assinatura mensal.
A tecnologia utilizada é a CDMA (Code Division Multiple Access), que permite o uso de aparelhos sem fio com recursos de última geração e com alcance restrito à área da residência onde estão instalados.
E agora Telefônica? Custo da ligação: Fixo - R$ 0,07 por minuto e Celular - R$ 0,67 por minuto.
Os interessados terão à sua disposição um call center com atendimento para o Livre pelos telefones 0800-721-2165 e 4004-4021 (ligação gratuita).
Ou no site da própria Embratel - SE VC É DE OUTRA LOCALIDADE FORA DAS MENCIONADAS LIGUE 0XX 11 4004-4021 E COLOQUE SEU NOME NA LISTA DE ESPERA. PARA A SUA REGIÃO.

Já é caranaval...

Festa popular, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o território nacional.


O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.


O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne


A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.


Carnaval no Brasil: Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto".


As fantasias: O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos –, sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos e da fuga à insolação do período mais quente do ano.


Esse período descontraído e de muita folia não passa em branco em santa Luzia, principalmente para os mais jovens que sempre dão um jeito de comemorá-lo seja em festas nas "sedes" ou nas ruas fantasiando-se de todas as maneiras possíveis formando os blocos independentes com nomes bastantes criativos transformando as ruas da cidade numa verdadeira passarela de foliões.


O bloco mais famoso da cidade que todos os anos arrasta multidões é o Bloco dos Deserdados, onde os brincantes (os homens) se vestem com trajes femininos criando figuras hilárias que são lembradas ao longo do ano e repetindo em todos os carnavais.


O bloco dos deserdados foi idealizado em 2004, pelo jovem Jamilson (in memorian), tendo pouca participação na sua primeira edição e já no ano seguinte foi um verdadeiro sucesso recebendo adesão da maior parte da juventude "festeira" da cidade que ao embalo de sons automotivos fizeram um verdadeiro arrastão carnavalesco nas ruas de Santa Luzia.


Infelizmente, por desígnios divinos, o jovem Jamilson idealizador e dono do bloco dos Deserdados não está mais entre nós, mas sua memória sempre será lembrada como uma pessoa alegre e diverida por todos os amigos e mebros do bloco que este ano lhe farão uma homenagem nas camisas do referido bloco estampando uma caricatura sua exatamente num dos momentos mais divertidos do carnaval passado. É uma forma de homenageá-lo lembrando daquilo que ele sabia fazer como ninguém, divertir-se com bom humor.


E já que estamos falando de carnaval, não custa nada lembrar que estamos a apenas uma semana da grande festa e ainda não ouvimos (pelo menos eu) falar sequer da programação oficial da segunda e terça-feira. Não foi anunciada nenhuma banda nem o local, o que se ouve são apenas boatos extra-oficiais que não confirmam nada.

Um passeio (fotográfico) pela linda cidade de Bragança...


Chalés "de veraneio" na paria de Ajuruteua...


IST (Instituto Santa Terezinha), Colégio pertencente às freiras da ordem de Santa Terezinha


Fundação Educadora de Cominicação (Rádios Educadora AM e FM), siatema de comunicação pertencente à Diocese


Banco do Brasil, mais um casarão do centro histórico de Bragança


Complexo do Largo de São Benedito localizado às margens do rio Caeté que banha a cidade é composto pela Igreja, parça e coreto dedicado ao santo padroeiro da cidade


Palácio Episcopal, residência oficial do bispo da Diocese de Bragança e região do Salgado


A paradisíaca praia de Ajuruteua ajuda a compor a paiasagem nativa do município


Os vitrais e painéis internos da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro são um convite para visitar esse belo patrimônio histórico, que é a cidade de Bragança


A igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é mais um dos belos exemplares do complexo arqutetônico preservado no centro histórico da cidade


Os barcos ancorados na orla da cidade dão um charme a mais além de serem o símbolo maior da economia do município

»História
Bragança localiza-se às margens do Rio Caeté, tendo ao norte o Oceano Atlântico. O município é cortado por rios, mangues e igarapés, que dão um charme especial à esta cidade com muita História para contar. Foi transformada em município no século XVIII, preservando até hoje suas igrejas e casarios antigos além de ser o centro das festividades culturais da Zona do Salgado realizando anualmente a Marujada, folclore típico do lugar formado basicamente por mulheres que dançam o ritmo do retumbão.

O município também é muito procurado pelos turistas por causa da beleza da praia de Ajuruteua que abriga uma vila típica de pescadores com banho de água salgada numa praia paradisíaca oferecendo banho o ano inteiro, como a maioria das praias do Pará. Tem bares, restaurantes e hotéis para quem não resistir a um passeio rápido e quiser descobrir, sem pressa, os encantos da Zona do Salgado paraense.

Mestres da cultura popular de Ourém defendem a presevação da natureza em toadas (músicas de Boi-Bumbá)..


Foto da orla da cidade de Ourém


Vista da cidade de Ourém


Foto do Rio Guamá

Famosa pelas suas paisagens exuberantes devido sua localização às margens do caudaloso Rio Guamá e cortada por dezenas de igarapés a histórica cidade de Ourém de quase 300 anos, localizada no Nordeste Paraense, também é conhecida pelos tradicionais festivais da Canção e do Chopp, ambos realizados no mês de julho atraindo milhares de pessoas nesse período transformando a rotina da pacata cidade de outrora.
Dona de uma grande diversidade vegetal e animal ao longo de toda a extensão do rio que banha o município, Ourém não é diferente do resto do Planeta e também ver seu patrimônio natural ameaçado pela devastação da mata ciliar a mando dos proprietários de fazendas que não estão nem um pouco preocupados com o meio ambiente. E em dias onde o cuidado com a natureza é preocupação de todo o mundo os moradores do município não estão alheios ao problema que lhes afeta demonstrando interesse em defender a preservação dos recursos naturais dos ouremenses e a prova disto está em músicas compostas por antigos mestres da cultura popular conhecidos como amos de bois-bumbás.
Na cidade de Ourém existem várias agremiações chamadas de Boi-Bumbá comandadas pelos "amos" que representam a legítima cultura paraense através de suas "toadas" (canções singelas que contam o dia-a-dia de um povo), entre eles destacam-se Mestre Cardoso (amo do boi Ouro Fino) e Mestre Faustino (do boi Pai-do-Campo) compositores das toadas de cunho ecológico que denunciam a devastação das margens do rio Guamá cantadas no arrastão do Arraial do Pavulagem no mês de junho do ano passado.

Histórico
*Flor-do-Campo: Boi da comunidade do Mocambo localidade quilombola localizada próximo a sede do município. É o mais antigo em atividade em Ourém. O fundador da brincadeira foi Sebastião dos Santos conhecido por "Bofiá" falecido em 1961. Em 1964, Julião dos Santos, filho de Bofiá, assumiu o brinquedo e mantém a tradição até os dias de hoje. O Flor-do-Campo já venceu diversos concursos de Boi-Bumbá realizados na região, embora os concursos tenham sido extintos. Conforme os costumes dos bois locais o grupo comandado por Julião já teve várias denominações, como Ás de Ouro, Flor da Mocidade, Flor da Fazenda, Mimo Dourado e Mimo do Gado. O nome Flor-do-Campo está registrado há quatro anos.
*Ouro Fino: Comandado por José Ribamar Cardoso, tem origem no bairro do Porão. Nascido no Piauí, Mestre Cardoso chegou em Ourém em 1993 e, desde então, põe Ouro Fino nas ruas do Município. Comandou um boi pela primeira vez asos 14 anos de idade, o Dominante e desde então é amo de boi. Em 2005 lançou o primeiro disco, "O Galo de Campina".
*Pai-do-Campo:: Boi comandado pelo amo Faustino Almeida de Oliveira o boi está a 18 anos em atividade no município de Ourém, quando a família de Mestre Faustino e Dona Miloca (proprietária do boi)se mudaram para o local. No entanto, muito antes de virem para Ourém eles já brincavam no Pacuí Claro, localidade do município de Capitão Poço. Faustino começou a brincar boi com 10 anos de idade, junto com os tios e irmãos, que todo ano montavam o brinquedo. O grupo que já se chamou Flor-do-Campo e Denominador possui 40 integrantes.
*Geringonça: Montado em 2005, é o caçulo dos bois de Ourém. É resultado da reestruturação de um boi que brincava na região e era comandado pelo amo Bené Careca, já falecido. A retomada desse boi teve à frente o amo Antonio Pereira de Sousa, conhecido por Tuíte, que já comandou boi na região de Santarém, local de onde veio, e brinca em parceria com o boi Pai-do Campo.

Toadas
Aqui abaixo estão as toadas compostas pelos amos Cardoso, Faustino e Tuíte de consciência ecológica e cantadas pelo Arraial do Pavulagem em Junho de 2007, durante a quadra junina.

1- Versos feitos especialmente pro arrastão de Belém:

"Ó meu São João
Eu tô vendo a tua imagem
Vou de Ourém pra Belém
Pro Arraial da Pavulagem
Assim que eu gosto de ver
Assim que eu gosto de olhar
Vou levar boi Pai-do-Campo
Pra Belém representar"
(de Mestre Tuíte, parceiro de Faustino)

2- Preservação da natureza

"Meu batalhão saiu na rua
Mostrando sua beleza
Ele veio pedir pro povo
A preservação da natureza

Não derrube a mata verde
É isso que Deus não quer
Se derrubar mata virgem
Vai secar nossos igarapés"
(Mestre Faustino)

3- Meu boi surgiu dos encantos da floresta

"Meu boi surgiu dos encantos da floresta
Trazendo vida, tradição em nossa festa
Boi Pai-do-Campo tem coisa de assombração
Tem Curupira, Catirina e Folharal

"Arrasta, meu boi, arrasta
Arrasta esse povão
O tom dessa batucada
Dá força em meu batalhão

"Meu Pai-do-Campo é o gado do lugar
Tem muita força, tradição para mostrar

"Meu batalhão é criado no Pará
Está disposto à beira do Rio Guamá"
(Mestre Faustino)

E o carnaval em Santa Luzia?




É amigos. Hoje já é 23 de janeiro, isso significa afirmar que estamos apenas a 12 dias do início da maior festa popular do país, o carnaval. E em Santa Luzia do Pará, nossa querida cidade tão carente de lazer, ainda não se ouviu falar da programação oficial do município (se é que ela existe). Não há propaganda, um outdor ou pelo menos um cartaz anunciando a festa que o município realiza anualmente nos dois últimos dias de folia. O que há sim, são as festas realizadas nas casas noturnas e os blocos independentes organizados por pessoas de 'boa vontade' que reúnem os amigos e fazem uma verdadeira festa nas ruas não deixando morrer a tradição do bom e velho carnaval de rua. Será que este ano será igual aos anteriores com as mesmíssimas bandas de sempre? Bandas sem expressão sequer no estado do Pará? É o que parece, porque até agora sequer ouvimos falar se realmente vai ter o tradicional carnaval da segunda e terça-feira.
Dar oportunidade aos cantores e bandas da cidade é uma ideia louvável e uma obrigação, pois devemos valorizar o que é nosso dando incentivo e prestigiando-os afim de que cresçam nos orgulhando por pertencerem a essa terra. Mas, quanto as bandas e cantores que realmente fazem a festa acontecer, merecemos bandas melhores que as de outrora, por se tratar de uma festa tradicional e uma das poucas que existem em Santa Luzia que tem tão poucas oportunidades festivas. Esperamos que os responsáveis se sensibilizem com a carência de lazer e cultura do seu povo realizando uma festa digna de ser chamada de "Carnaval em Santa Luzia do Pará".
Que esse comentário seja entendido apenas como uma crítica construtiva isenta de paixões políticas...

O futebol pode ter chegado primeiro no Pará...

Em uma reportagem no caderno de esportes de O Liberal na edição deste domingo, o jornal levanta a hipótese do futebol ter chagado no Pará antes de São Paulo em 1895 trazido pelo britânico Charles Müller.
Veja a reportagem logo abaixo:

Em navios ingleses, antes dos anos 1900, o futebol teria desembarcado na capital paraense antes de se espalhar como epidemia pelo Brasil. Sem provas oficiais, restam histórias que só reforçam a origem da paixão do povo do Pará pelo esporte. Os palcos iniciais teriam sido os largos de Batista Campos e de São Brás, no remoto ano de 1890.



Belém do Pará. Em um dia perdido de 1890, funcionários ingleses da Amazon Steam Navigation Company Ltda, empresa que dominava a navegação marítimo-fluvial na Amazônia, escolheram o local onde se encontra a praça Batista Campos para disputar o que seria a primeira partida de futebol no Brasil. Cinco anos antes de Charles Müller ter voltado de estudos da Inglaterra com todos os apetrechos necessários para a prática do esporte em São Paulo e reunido amigos para a primeira pelada tupiniquim. Mas, diferente da versão oficial, não há provas sobre o bate-bola na capital paraense, uma das mais destacadas do Brasil à época, por conta do ciclo da borracha. Contudo, há indícios que ainda geram discussões entre pesquisadores.

O jornalista paraense Loris Baena, atualmente radicado no Rio de Janeiro, era um dos que não descartavam esta possibilidade, como destacou no capítulo 1 da primeira edição de seu livro 'A verdadeira história do futebol brasileiro'. Loris argumentava que a companhia de navegação inglesa Both Line mantinha uma linha regular entre Belém e Liverpool. Era mais rápido e econômico viajar do Pará à Inglaterra do que pegar o navio no Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo. Nesta época, empresas do país europeu dominavam o cenário belenense, como a Parah Gaz Company e a Western Telegraph. 'Os jogos se desenvolviam junto à atual praça Batista Campos e no largo de São Brás (hoje a praça Floriano Peixoto, no conjunto IAPI), em imensos terronos baldios', defendeu.

Mas Loris Baena atualmente descarta esta possibilidade. No máximo, diz ele, o Pará foi o terceiro ou segundo Estado do Brasil a praticar o futebol, ao lado do Rio de Janeiro, em 1896, um ano após a partida organizada por Charles Müller na Chácara Dilley, em São Paulo. 'Por questão de meses, um praticou antes do outro. Mas pode-se dizer que os dois começaram no mesmo momento', avaliou o jornalista, em entrevista exclusiva a O LIBERAL (confira na íntegra, na página 2), sobre a disputa entre Pará e Rio pelo segundo lugar no pódio dos primórdios do futebol no Brasil. O primeiro jogo oficial em nosso Estado foi em 1906, no primeiro Campeonato Paraense - que não foi finalizado por desavença entre as equipes. O Parah Foot-Ball Club venceu o Belém Club (time dos ingleses) por 7 a 0. O torneio foi organizado pela Parah Foot-Ball Association.

No início do século, o futebol praticamente não era noticiado nos jornais paraenses. Contudo, na edição da 'Folha do Norte' de 24 de dezembro de 1903, leitor identificado somente com as iniciais M. F. contestava, em carta, a coluna 'Notas Sportivas', que comentava o esporte como novidade no Pará. O leitor afirmava que 'em 1896 se disputava com freqüência partidas de futebol na praça Batista Campos entre os associados da Associação Dramática Recreativa Beneficente'. O jornalista Júlio Lynch - falecido em 1998 -, diante da declaração de M. F., argumentava que, para que existisse a prática regular do futebol em 1896 entre paraenses, seria necessário um aprendizado, provavelmente em anos anteriores, proporcionado por funcionários das empresas inglesas em Belém.

As pesquisas de Júlio Lynch, neto de um funcionário da Amazon Steam Navigation e descendente de ingleses, não foram levadas adiante. Antes de falecer, o jornalista tentava encontrar um senhor - de nome não conhecido pela família Lynch e não encontrado no espólio dele -, morador de Belém, que teria fotos e documentos sobre as primeiras partidas no Pará. Lynch era um defensor ferrenho de suas hipóteses: 'Os ingleses já estavam aqui. Será que muitos deles preferiram esquecer um esporte que já dominava o Reino Unido, ou tão logo chegaram e começaram a praticar entre si, provocando o interesse dos brasileiros? Para que partidas fossem disputadas em 1896, por brasileiros, tudo leva a crer que bem antes de 1895 os aficcionados teriam um aprendizado com os ingleses', defendeu ele, em um de seus últimos artigos.

O jornalista paraense Ferreira da Costa, uma das maiores autoridades sobre história do futebol no Pará, cita em seu livro 'A enciclopédia do futebol paraense' os relatos do pesquisador F. F. Alves da Cunha, outro defensor do Estado como pioneiro na prática do esporte no Brasil. Segundo Cunha, a primeira partida foi disputada em 1892, por associados do Clube de Esgryma no largo de Nazaré, em frente à sede da associação - onde, posteriormente foi instalado o teatro Chalet e, depois, o cinema Moderno. 'Aliados aos ingleses que aqui trabalhavam, os paraenses que regressavam da Europa contribuíram para a disseminação do esporte na capital do Estado', argumentou o pesquisador, ao comentar o tempo em que era mais fácil chegar à Europa do que ao Sudeste do Brasil, com saída de Belém.


Fonte: O Liberal (20/01)

Chuva nossa de cada dia...

Já começou o período mais chuvoso do ano no estado do Pará, e em Santa Luzia não poderia ser diferente. Desde o início do ano chove praticamente todos os dias e o dia todo...



Às vezes a chuva começa ainda de madrugada e continua ao longo de todo o dia, proporcionando um clima agradável e convidativo para ficar em casa...



Esse período chuvoso é característica do Norte e Nordeste, mas muito mais acentuado aqui na Amazônia onde as chuvas são mais frequentes e mais intensas...



Os dias permanecem cinzentos e frios por semanas a fio deixando a paisagem carregada e com a cara do nosso querido Pará, terra maravilhosa banahda pelas "chuvas de cada dia"...



Essa rotina "chuvosa" já faz parte da vida do paraense e em especial do luziense, que todo ano já espera pelas chuvas do "inverno"...




No calendário, a estação oficial do ano é o verão, mas a quadra chuvosa que se inicia no final de dezembro se estendendo até meados de junho é o nosso "inverno", e segundo a metereologia, esse ano com chuvas de grandes intensidades até o final de março. É o período esperado por todos e principalmente por aqueles que cultivam a terra, pois é o período de plantar e a colheita só terá sucesso se as chuvas forem "boas" como se fala no vocabulário popular...

Mestres e discípulos se enfrentam




O pássaro está vivo?

O jovem estava no final de seu treinamento, em breve passaria a ensinar. Como todo bom aluno, precisava desafiar seu professor, e desenvolver sua própria maneira de pensar. Capturou um pássaro, colocou-o numa das mãos, e vai até ele:
- Mestre, este pássaro está vivo ou morto?
Seu plano era o seguinte: Se o mestre dissesse "morto" ele abriria a mão e o pássaro voaria. Se a resposta fosse "vivo", ele esmagaria a ave entre os dedos; assim, o mestre estaria errado.
- Mestre, o pássaro está vivo ou morto? Insiste.
- Meu caro aluno, isto vai depender de você - é o comentário do mestre



O peixe salvou minha vida

Nasrudin, o mestre louco da tradição sufi, passa diante de uma gruta, vê um yogue em plena meditação, e pergunta o que ele está buscando.
- Contemplo os animais, e aprendi deles muitas lições que podem transformar a vida de um homem - diz o yougue.
- Ensine-me o que sabe. E eu ensinarei o que aprendi, pois um peixe já salvou a minha vida - responde Nasrudin.
O yougue espanta-se: só um santo pode ter a vida salva por um peixe. E resolve ensinar tudo o que sabe.
Quando termina, diz a Nasrudin:
- Agora que já lhe ensinei tudo, ficaria orgulhoso de saber como um peixe salvou sua vida.
- É simples. Eu estava quase morrendo de fome quando o pesquei, e graças a ele pude sobreviver três dias.



O estrangeiro quer aprender

- Não temos portões em nosso mosteiro - Shantih comenta com o visitante que ali chegara em busca de conhecimento.
- E como fazem com os ladrões?
- Não há nada de valioso aqui dentro. Se houvesse, já teríamos dado a quem precisa.
- E as pessoas inoportunas, que vem perturbar a paz de vocês?
- Nós as ignoramos, e elas vão embora - diz
Shantih.
- Eu sou um homem preparado, que vim em busca do conhecimento - insiste o estrangeiro. - Mas os estúpidos? Basta ignorá-los e eles vão embora? Isto dá resultado?
Shantih não responde. O visitante insiste algumas vezes, mas vendo que não obtinha resposta, resolve partir em busca de um mestre mais concentrado no que fazia.
"Viu como dá resultado?" disse Shantih para si mesmo sorrindo.



Jean passeia em Paris

Jean Passeia com seu avô em Paris. A determinada altura, viu um sapateiro sendo destratado por um cliente, que alegava defeitos em seu calçado. O sapateiro escutou calmamente a reclamação, pediu desculpas, e prometeu refazer o erro.
Jean e o avô pararam para tomar um café. Na mesa ao lado, o garçom pediu que um homem - com aparência de importante - movesse um pouco a cadeira, para abrir espaço. O homem irrompeu numa torrente de reclamações, e negou-se.
- Nunca esqueça do que viu - disse o avô. - O sapateiro aceitou uma reclamação, enquanto este homem ao nosso lado não quis mover-se. Os homens que fazem algo útil, não se incomodam de serem tratados como inúteis. Mas os inúteis sempre se julgam importantes, e escondem toda a sua incompetência atrás da autoridade.


Por Paulo Coelho
Fonte: O Liberal (Ed. 06/01/08)

Seu Lunga: O homem mais ingnorante do Nordeste...


(Foto: Antonio Vicelmo)

Cheguei recentemente do Nordeste onde visitei várias cidades do Cariri cearense, entre ela a Meca do Nordeste, Juazeiro do Norete, famosa cidade de Padre Cícero. Mas em Juazeiro, além do "Padim Ciço" tem outro morador ilustre: Seu Lunga, conhecido no Brasil inteiro, tendo sido reportagem de vários programas de televisão. Todo mundo já ouviu falar dele, mas para muito é apenas lenda. Pois digo a todos que não, vi-o pessoalmente na sua lojinha de sucata no centro da cidade de Juazeiro do Norte (Ceará). Seu lunga é famosso pelo seu comportamento explosivo, com respostas ingnorantes para perguntas tolas.

Abaixo está uma matéria sobre seu Lunga, extraída do blog de um amigo da cidade do Crato, vizinha a Juazeiro:


Joaquim Rodrigues dos Santos, conhecido como seu Lunga, em sua sucata na Rua Santa Luzia, em Juazeiro do Norte.

A maneira rude de ser de seu Lunga já ficou conhecida em todo o País, tanto que existem piadas sobre ele

Crato. Aos 80 anos, o comerciante Joaquim Rodrigues dos Santos, mais conhecido como “seu Lunga”, não consegue apagar a imagem de “ homem rude, grosseiro, ignorante” criada pelo imaginário popular e alimentada pela literatura de cordel. As piadas sobre suas respostas engraçadas e intempestivas estão nas mesas dos bares, na conversa entre amigos e programas de humor.

O único que não ri deste arsenal de anedotas é o próprio Lunga que atribui “estas mentiras” à gente que não tem o que fazer. “Só acontece isso, porque no Brasil não tem justiça”, afirma. A maior injustiça, segundo afirma, é o grande número de deputados, “são mais de 500 vivendo às custas do povo. Este Renan Calheiros já ganhou dinheiro que gente besta não conta. Mesmo assim, quer iludir o povo”, diz Lunga, demonstrando a sua indignação com a política.

Ele reclama do erro que o cartório cometeu ao registrar o seu nome. Diz que, na verdade, seu nome verdadeiro é Joaquim Rodrigues Tenório. “Meu avô era um homem valente do Estado de Alagoas, parente, portanto, de Natalício Tenório Cavalcanti de Albuquerque, de Palmeira dos Índios”.

Tenório foi um político brasileiro com base eleitoral no Rio de Janeiro, que possuía um estilo político agressivo, muitas vezes violento. Isto rendeu-lhe uma aura de mito. Foi eleito deputado estadual e deputado federal do Rio de Janeiro, tendo quase vencido também para governador do Estado. Sua vida inspirou o filme “O Homem da Capa Preta”, filmado em 1986 por Sérgio Rezende e estreado por José Wilker no papel de Tenório Cavalcanti.

Ao mesmo tempo em que critica os divulgadores de seu comportamento inusitado, seu Lunga admite que pergunta besta merece uma resposta à altura. Ele cita como exemplo, o cliente que entra na loja e pergunta. “Este ventilador está funcionando?”. Indignado seu Lunga devolve: “Como é que ele pode estar funcionando se não está ligado?”.

Este tipo de resposta fez de Lunga um personagem folclórico. Já não cabe mais em si, ele já não é mais o resultado das suas peculiaridades, mas a soma das elaborações dos outros. Daí se pode dizer que há modalidades de seu Lunga. Ele é símbolo do sertanejo sincero, que não leva desaforo pra casa.

Mesmo cercado por um grupo de jornalistas, que o entrevistavam, Lunga não tira o olho da porta de sua sucata. Quando percebe que é um freguês, deixa os repórteres de lado e vai atendê-lo com a maior delicadeza. Retoma a entrevista e observa que o produtor do programa de televisão falava no ouvido da repórter, orientando as perguntas. seu Lunga reage dizendo: “Fale alto, aqui não tem segredo não”.

Reclama do assédio da imprensa, justificando que não há motivo para dar entrevista. Afinal, diz, “eu sou um homem normal, não sou cientista, nem sábio”, diz ele.

É este jeito de ser de Lunga que o faz uma pessoa diferente. Afinal, ele nasceu nas brenhas, entre Caririaçu e Assaré, onde passou a infância com os pais e mais sete irmãos. O apelido lhe acompanha desde esta época, quando uma vizinha de sua família, que ele só identifica como “preta velha”, começou a lhe chamar de Calunga, que virou Lunga e pegou. Não se recorda de nenhuma brincadeira de criança. Foi criado na roça, ajudando o pai, de quem é grande admirador.

Mudança para Juazeiro

Foi assim até os 16 anos, quando se mudou para Juazeiro do Norte. A mudança para este município se deu depois que Lunga caiu em uma cacimba e adoeceu, impedindo-o de trabalhar na roça com o pai. Lá ele aprendeu a arte de ourives, e viveu disso por dois anos. Foi neste período que aprendeu a negociar no Mercado Público da cidade, passando depois a trabalhar no comércio com sua loja de sucata na Rua Santa Luzia, Centro da cidade.

Além do comércio, Lunga é dono de um sítio onde cria gado e planta frutas que leva à loja para vender.

VIDA

80 anos é a idade do comerciante Joaquim Rodrigues dos Santos, mais conhecido como seu Lunga. Ele mora, atualmente, em Juazeiro

SAIBA MAIS

Piadas atribuídas a Lunga

Seu Lunga estava em casa com sede e manda o sobrinho trazer leite. Daí o garoto pergunta: - No copo seu Lunga? Ele responde: - Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo.

Seu Lunga no elevador. Alguém pergunta: - Sobe? Ele: - Não, esse elevador anda de lado.

Seu Lunga fumando cigarro. A pergunta: - Ora, ora! Mas você fuma? - Não, é que eu gosto de bronzear os pulmões...

Seu Lunga, quando jovem, se apresentou à Marinha para a entrevista: - Você sabe nadar? Pergunta o oficial. - Sei não senhor. - Mas se não sabe nadar, como é que quer servir à Marinha? - Quer dizer que se eu fosse pra Aeronáutica, tinha que saber voar!!

Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta: - Tá doente, seu Lunga? - Quer dizer que se eu fosse saindo do cemitério eu tava morto!!!

O funcionário do banco veio avisar: - Seu Lunga, a promissória venceu. - Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória.

O filho do seu Lunga jogava futebol em um clube local, e um dia Lunga foi assistir a um jogo do filho no estádio. O sujeito sentado ao lado pergunta: - Seu Lunga, qual dos jogadores é o seu filho? Seu Lunga aponta e diz: - É aquele ali. - Aquele qual? - Aquele ali! - Não tô vendo. Então seu Lunga ´P´ da vida pega uma pedra, joga em cima de seu filho e diz: - É aquele que começou a chorar!!!

Fonte: www.blogdocrato.blogspot.com

Pense nisso...



Iniciamos mais um ano. Com ele, dois pensamentos devem está presentes no transcorrer deste novo ano: a paz (que o mundo inteiro tanto precisa)e a harmonia (devemos viver em harmonia com tudo e com todos, pois só assim poderemos ter um mundo melhor).
Um novo ano...Isto é um convite para uma nova esperança, um convite para que assumamos a responsabilidades de realizar a vida humana. Todos nós temos uma parcela, pessoal e social, nessa construção de uma humanidade nova, cheia de esperanças e realizações. Nesse inicio de ano devemos rezar como o salmista rezou: "Deus nos dê a sua graça e nos abençoe". A palavra "bênção" quer dizer "bem". O bem que todos nós almejamos e devemos almejar ao longo de todo o não. Pois fomos criados para o bem. A maior de todas as bênçãos nos foi dada por meio do mistério da Encarnação que celebramos de modo especial no dia de Natal e que ainda estamos celebrando neste tempo de festas natalinas.
Que este início de ano sirva para refletirmos sobre nossas ações e atitudes, afim de consertarmos os erros e dá sequência àquilo que deu certo....

Feliz Ano Novo...



Ano Novo, vida nova. Tempo de avaliar o que passou para repetir os acertos e corrigir as falhas, perdoar e esquecer as mágoas. É hora de recomeçar. Tantas coisas aconteceram e, no meio da pressa, parece que nunca temos tempo para realizar nossos sonhos e projetos. Mais um ano se passou. Foi tudo tão rápido.Olhamos para trás e vemos sucessos, decepções, tristezas, alegrias, fantasias e realidades...

O peso do ano velho ainda está em nossos ombros, em nossa vida, em nosso coração. É tempo de parar. Decretar alguns dias de paz. Dá férias ao coração. Aceitar meia hora de silêncio. Contemplar uma flor. Deixar que nossa voz interior grite. Nosso complexo de onipotência crie a ilusão de que podemos funcionar sempre, sem descanso. O resultado é trágico: stress, o mal do século. Pare um minuto. Reze. Olhe para o Universo e veja o que existe de bom. Exercite-se na arte de ser feliz. Confraternize com todas as pessoas de todo o mundo.
Feliz ano novo...