A Informação Passada a Limpo

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Nota de falecimento - faleceu na noite desta quarta-feira a taxista e funcionária pública Ivonete Araújo

Faleceu na noite desta quarta-feira, 15, por volta das 20 hs, a taxista e funcionária pública Ivonete Araújo. De acordo com informações de fontes da família Ivonete sofreu um AVC [Acidente Vascular Cerebral] no sábado passado e foi transferida para o Hospital Regional de Paragominas onde estava internada na UTI, em estado grave, desde a manhã do último domingo.

Ivonete era filha de nordestinos que ajudaram a desbravar Santa Luzia quando esta era apenas um pequeno vilarejo constituído por alguns barracos perdidos no meio da mata selvagem às margens do pico demarcatório da BR-316 no início da segunda metade do século passado. Seu pai, um conhecido agricultor da região, de apelido Ceará, por conta do seu estado de origem, foi um dos pioneiros mais importantes de Santa Luzia e de grande relevância política no município de Ourém, à quem Santa Luzia era atrelada administrativamente como distrito até a emancipação política ocorrida há pouco mais de duas décadas.

Ivonte era uma ativista política aguerrida e chegou a candidatar-se sem êxito por algumas vezes ao cargo de vereadora. Mulher de fibra, era taxista profissional, foi uma das fundadoras da Atma [Associação dos Taxistas Manoel do Artur] e a primeira presidente da entidade, ao mesmo tempo em que exercia o cargo de agente administrativa em diversos estabelecimentos escolares, por conta de sua aprovação em concurso público na Rede Municipal de Ensino.

Um comentário:

Ely Meireles disse...

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porque de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: as perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.

Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.
Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. O seu amiga ...é novo.. uma nova vida recomeça pra você ..suadades

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