Vitória de Zenaldo é um duro golpe nos planos dos Barbalho e nas esquerdas paraenses

A vitória do prefeito reeleito de Belém, o tucano Zenaldo Coutinho, em segundo turno no último domingo - 30 de outubro - representa um duro golpe nos planos dos Barbalho e das esquerdas paraenses que após revés no primeiro turno uniram forças em torno da candidatura do psolista Edmilson Rodrigues.

Helder Babrbalho, que sonha acordado em um dia ser governador do estado colocou o poderoso império de comunicação - rádios, jornais e tv - da família a disposição de Edmilson numa campanha fratricida contra Zenaldo e o tucanato paraense, mas não adiantou. Belém e toda a Zona Metropolitana têm ojeriza pelos Barbalho e impuseram uma fragorosa derrota ao candidato do Psol.

As esquerdas [PT, PSTU, REDE], especialmente o petismo, em franco processo de derretimento durante as eleições deste ano quando foram banidas dos grandes centros e reduzidas ao nanismo político, que há tempos são meras expectadoras do processo eleitoral e agonizam à reboque das vontades de Jader Barbalho, tinham em Edmilson seu último fio de esperança, mas o sonho esquerdista naufragou.

O PSDB que há quase duas décadas comanda o governo do estado e administra os três maiores colégios eleitorais do Pará - Ananindeua, Belém e Santarém - e ampliou seu domínio ao conquistar mais prefeituras que em 2012 foi o grande vencedor, com a exceção do prefeito de Santarém, Alexandre Von que não se reelegeu e foi derrotado pelo Democratas, um antigo aliado ainda no primeiro turno. Porém a expressiva vitória de Manoel Pioneiro, reeleito no primeiro turno para comandar Ananindeua por mais quatro anos deu gás novo ao PSDB e colocou Pioneiro entre os mais cotados para substituir Jatene em 2018.

Sem sombras de dúvidas o PSDB saiu mais fortalecido das eleições municipais de 2016 no Pará, enquanto que os Barbalho e as esquerdas saíram diminuídos, até por que sabe-se que as eleições municipais esquadrinharam o que deverá ser a disputa em 2018.

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