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Engenharia política de Jatene mira 2018

Famoso pelas suas habilidades para articular apoio no varejo e agir com grande desenvoltura nos bastidores políticos, o governador paraense Simão Jatene - que comanda o estado após vencer a terceira eleição em pouco mais de uma década - já trabalha pensado em 2018, que por sinal está logo ali.

Simão Jatene esperou só o fechamento das urnas das eleições municipais, das quais saiu fortalecido, com vitórias maiúsculas dos seus candidatos nos dois maiores colégios eleitorais do estado, Belém e Ananindeua, para ir à caça. Na mira, partidos ex-aliados que em 2014 estiveram de mãos dadas com seu arqui-inimigo Helder Barbalho que sonha acordado em um dia sentar-se na cadeira de governador do estado. Sua primeira presa, o PDT comandado com mão de ferro pelo ex-deputado Giovanni Queiroz, que nas últimas eleições trabalhou contra Jatene e não lhe poupou críticas duríssimas, desde o episódio do plebiscito para a divisão do estado.

Giovanni Queiroz assumiu no início da semana a poderosa Sedap [Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca], com apoio da bancada pedetista na Assembleia Legislativa composta por três deputados pra lá de simpáticos ao governo Jatene - Antonio Tonheiro, Miro Sanova e Júnior Hage. Queiroz substituiu Hildegardo Nunes, que assumiu a vaga da deputada Ana Cunha na Alepa. Ana Cunha por sua vez, após mais uma mexida de Jatene no tabuleiro político foi alçada à Seaster [Secretaria Estadual de Assistência Social, Trabalho Emprego e Renda]. 

Toda essa engenharia política tem como único objetivo abrigar os novos aliados no poder e de quebra manter apoio dos antigos aliados abrigando-os em cargos-chaves do governo.

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