Servidores públicos do estado paralisam durante 48 horas e podem fazer greve geral no Pará

Depois de quase três horas de reunião, o governo do Pará sinalizou que não concederá reajuste para repor as perdas salariais dos servidores públicos estaduais, principal item da pauta da categoria. Pelo menos 20 entidades ligadas às áreas de saúde, educação, segurança, transporte, entre outras, estiveram representadas na reunião de ontem à tarde, na sede da Sead [Secretaria de Estado de Administração], em Belém.

DOIS DIAS PARADOS
Os servidores públicos estaduais de mais de 20 entidades iniciaram ontem uma paralisação geral unificada, com duração de 48 horas, para pressionar o governo a atender não só reivindicações salariais, como também as pautas específicas de cada categoria. Para Mateus Ferreira, coordenador geral do Sintepp [Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará], o sentimentos do funcionalismo público do estado como um todo é de indignação. “A proposta não traz nenhum reajuste. Será mais um ano acumulando congelamento salarial. A assembleia, provavelmente, apontará para a construção de uma greve geral”, avisa.

Os demais itens da pauta da área de educação serão discutidos com o governo em uma reunião marcada para amanhã, às 15 hs, na Sead. “Temos o primeiro dia de greve nacional no dia 28 e vamos avaliar se os trabalhadores do Pará vão permanecer em greve por tempo indeterminado.

POSICIONAMENTO
A única contraproposta apresentada pela titular da Sead, Alice Viana, foi o reajuste do auxílio alimentação, ao afirmar se tratar do gasto que mais pesa no bolso dos servidores. Alegando crise e falta de recursos para garantir o reajuste da categoria, a secretária informou que a opção do estado é de assegurar o pagamento dos 150 mil servidores públicos ativos e inativos em dia e dentro do mês vigente.

Ainda, segundo ela, será concedido aumento no auxílio alimentação dos servidores que recebem na faixa de R$ 425, passando para R$ 525. E, para quem recebe R$ 650, a elevação será para R$ 700. “No Pará, a despesa com pessoal é de R$ 720 milhões por mês para 150 mil servidores”, pontua.

Fonte: Diário do Pará Online
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