Em Tempo

José Reinaldo • 29 de julho de 2026

Coluna Em Tempo do Santa Luzia Online - O Blog do Rei, com notas exclusivas sobre política, bastidores do poder e notícias de Santa Luzia do Pará e região

Racha: Apesar das manifestações públicas de unidade, o PT do Pará chega às eleições dividido, especialmente na disputa pelas duas vagas ao Senado. Uma ala da legenda, liderada pela ex-governadora Ana Júlia Carepa e pelo ex-senador Paulo Rocha, articula apoio à candidatura de Celso Sabino. Em outra frente, o grupo comandado pelo senador Beto Faro, presidente estadual da legenda, mantém alinhamento em favor de Chicão.


Vice: Nos bastidores do Palácio dos Despachos, a escolha do candidato a vice na chapa governista continua sendo tratada como uma das decisões mais estratégicas do processo eleitoral. Embora não haja manifestações oficiais, interlocutores afirmam que diversos partidos seguem disputando espaço na composição. A avaliação é de que a definição levará em conta fatores políticos e eleitorais, especialmente a representatividade das regiões Sul e Sudeste do Pará, consideradas decisivas para o desempenho da campanha.


Pressão: O anúncio do PT indicando o deputado estadual Dirceu Ten Caten como candidato a vice na chapa da governadora Hana Ghassan não encerrou as discussões em torno da vaga. Partidos aliados continuam pressionando o MDB. Além das legendas da base, setores do agronegócio, do segmento produtivo e lideranças evangélicas também pressionam. A leitura é de que as articulações devem prosseguir até o prazo final para homologação das chapas, em 5 de agosto. A convenção estadual do MDB está marcada para o próximo sábado, 1º de agosto, no Mangueirinho.


Protagonismo: Prefeitos e lideranças políticas do interior começam a pressionar, ainda que de forma reservada, maior protagonismo na condução da campanha estadual. A avaliação entre esses grupos é de que a eleição não será definida apenas pelo desempenho na capital. Municípios das regiões Sul, Sudeste e Oeste do Pará, especialmente, buscam ampliar influência nas decisões, principalmente na formação dos palanques e na distribuição dos espaços políticos durante a campanha.


Pesquisas: Levantamentos internos continuam sendo realizados semanalmente pelas principais campanhas no Pará para orientar decisões estratégicas. Além da intenção de voto, as pesquisas avaliam índices de rejeição, grau de conhecimento dos candidatos e os temas que mais mobilizam o eleitorado. As informações obtidas servem de base para ajustes na comunicação, definição de prioridades e planejamento das ações políticas ao longo do período eleitoral.

 

Teto: Os resultados das duas pesquisas Quaest sobre a disputa pelo Governo do Pará entre Hana Ghassan e Daniel Santos alimentaram avaliações sobre o desempenho da pré-campanha do ex-prefeito de Ananindeua. Entre interlocutores, cresce a percepção de que Daniel pode ter alcançado um limite de crescimento nas intenções de voto, diante da oscilação registrada nos levantamentos. A leitura reforça preocupações de que sua candidatura atingiu o teto mesmo antes do início da campanha eleitoral.


Senado: Enquanto a disputa pelo Governo do Pará concentra os holofotes, lideranças políticas avaliam que a corrida pelas duas vagas ao Senado concentra a verdadeira guerra. A percepção é de que o elevado número de pré-candidatos pode provocar uma pulverização de votos. Diante desse cenário, não está descartada a possibilidade de algumas candidaturas serem revistas durante o período das convenções partidárias.


Candidatura: A líder indígena Puyr Tembé oficializou sua candidatura a deputada estadual pelo Avante. Primeira titular da Secretaria dos Povos Indígenas do Pará, ela disputará uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano. Caso seja eleita, poderá se tornar a primeira indígena a ocupar uma cadeira no parlamento paraense. Natural da Terra Indígena Alto Rio Guamá, território que abrange o município de Santa Luzia do Pará, Puyr leva para a campanha uma trajetória ligada à defesa dos povos originários na região.


Campanha: Com o encerramento do período de férias, o calendário político entra em uma nova fase. A expectativa é de que as campanhas ganhem intensidade a partir de agosto, especialmente após o término do prazo para realização das convenções partidárias, marcado para 05 de agosto. A partir dessa data, as chapas estarão oficialmente definidas, abrindo espaço para a intensificação das agendas, articulações e estratégias dos candidatos.

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