Em Tempo
Coluna "Em tempo" com nota exclusivas sobre política, bastidores do poder e notícias de Santa Luzia do Pará e região
Contagem regressiva: A partir desta segunda-feira [03], o calendário eleitoral entra na reta decisiva. Faltam 65 dias para o primeiro turno das eleições de 2026 e 86 dias para o segundo turno, quando será definido o próximo presidente da República, caso haja necessidade de nova votação. Com a aproximação das datas, partidos intensificam as articulações para consolidar candidaturas, definir alianças e estruturar estratégias de campanha.
Força: A convenção estadual do MDB cumpriu seu principal objetivo: transmitir a imagem de força política e capacidade de mobilização. O Ginásio Mangueirinho reuniu milhares de pessoas, com caravanas vindas de diversas regiões do Pará, além de uma mega estrutura reforçando que impressionou quem participou do evento. Drones, telões e ampla cobertura nas redes sociais fizeram parte da estratégia para evidenciar a capilaridade do partido e demonstrar musculatura eleitoral logo no início da campanha.
Fiador: Embora Hana Ghassan tenha sido a protagonista oficial da convenção, a presença do ex-governador Helder Barbalho acabou dominando boa parte da narrativa do evento. Ao longo da programação, Helder foi tietado por prefeitos, deputados e outras lideranças políticas, que registraram encontros, discursos e manifestações de apoio nas redes sociais. A intensa repercussão também acompanhou o lançamento da sua candidatura ao Senado, ampliando sua visibilidade.
Vice: Apesar da grande mobilização promovida pelo MDB, a convenção terminou sem o anúncio do candidato a vice-governador na chapa de Hana Ghassan. A ausência da definição rapidamente se tornou um dos principais assuntos nos bastidores e nas redes sociais após o evento. A indefinição indica que, embora a candidatura ao governo esteja consolidada, as negociações para a composição da chapa majoritária seguem em aberto.
Tom: Outro aspecto observado durante a convenção do MDB foi a postura adotada por Hana Ghassan em seu discurso. A candidata evitou direcionar ataques aos adversários e concentrou sua fala na defesa da continuidade administrativa, na prestação de contas das ações desenvolvidas e na apresentação de aspectos de sua trajetória pessoal e familiar. A estratégia privilegiou um discurso propositivo, deixando o confronto político em segundo plano.
Bastidores: Nos bastidores políticos, a informação predominante é de que o nome de Dirceu Ten Caten permanece como favorito para ocupar a vaga de vice na chapa do MDB, dentro de um acordo que envolveria o apoio de Lula ao partido no Pará. Apesar disso, as pressões por mudanças na composição continuam. Na semana passada, a Faepa - Federação da Agricultura do Estado do Pará, voltou a defender em uma carta publicada nas redes sociais que o posto seja ocupado por um representante do setor produtivo.
República de Ananindeua: Está marcada para esta terça-feira [04], na sede da AABB - Associação Atlética Banco do Brasil, em Belém, a convenção estadual do Podemos. O partido deverá homologar as candidaturas de Daniel Santos ao Governo do Pará e de Zequinha Marinho à reeleição para o Senado. Porém, até o momento, a legenda não divulgou o nome do candidato a vice-governador, nem o segundo nome ao Senado ou o suplente de Zequinha Marinho.
Calendário: A quarta-feira [05] marca o encerramento do prazo para que partidos e federações realizem suas convenções e homologuem candidaturas às eleições deste ano. Em seguida, o calendário prevê o dia 15 de agosto como data limite para o registro das candidaturas enquanto a campanha eleitoral terá início em 16 de agosto. Apesar do encerramento das convenções, algumas definições ainda poderão ocorrer, já que os convencionais costumam autorizar ajustes finais nas chapas antes do registro oficial. Entre os principais concorrentes ao Governo do Pará, os candidatos a vice ainda permanecem indefinidos.
Negociações: As articulações para a composição das chapas majoritárias seguem intensas entre os principais grupos políticos do Pará. O MDB, liderado por Hana Ghassan, trabalha com a possibilidade de oficializar o petista Dirceu Ten Caten como candidato a vice, embora ainda enfrente pressões de aliados por alterações na composição. No Podemos, Daniel Santos negocia a indicação de um vice filiado ao PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro. Já o PSOL deve disputar a eleição com chapa puro-sangue, tendo a professora Araceli Lemos como candidata ao governo e o historiador Fernando Carneiro como vice.



