Professora de Viseu lança livro sobre Quintino Lira
Obra da professora e pesquisadora Michele Barbosa Cruz aborda as representações da realidade no discurso científico e apresenta reflexões sobre a história de Quintino Lira e os conflitos agrários na Amazônia
A professora e escritora Michele Barbosa Cruz lançou, na última quinta-feira [29], o livro “Quintino Lira, e a representação de realidade(s) no Discurso Científico”. O evento foi realizado na Casa de Cultura Otávio Monteiro, no município de Viseu, e contou com a participação de convidados e uma sessão de autógrafos.
Um dos momentos mais importantes da programação foi o depoimento do senhor Damião Torres, que, na época dos acontecimentos, trabalhava em um órgão público responsável por realizar operações para capturar Quintino Lira na região da Pará-Maranhão. Durante o evento, ele compartilhou relatos e episódios relacionados à trajetória de Quintino, contribuindo com informações sobre o contexto histórico abordado na obra.
Ao final do lançamento, Michele Barbosa Cruz realizou uma sessão de autógrafos, oportunidade em que os participantes puderam adquirir o livro e conversar com a autora.
Sobre a autora
Natural de Viseu, Michele Barbosa Cruz é educadora e pesquisadora de linguagens amazônicas. É graduada em Pedagogia pela Uniasselvi e em Letras-Inglês pela Universidade do Estado do Pará, além de possuir especializações na área de ensino de línguas e literatura.
A autora também é mestra em Linguagens e Saberes da Amazônia pelo Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes da Amazônia, da Universidade Federal do Pará.
Sua pesquisa concentra-se nas relações entre discurso científico, história e literatura, com atenção aos limites entre o factual e o ficcional e às diferentes representações da realidade na Amazônia. Entre os temas de seus estudos estão os conflitos agrários da Gleba Cidapar e as narrativas relacionadas a Quintino Lira.
Atualmente, Michele atua como docente na Educação Básica, conciliando a prática educacional com a análise crítica dos discursos e a construção social de sentidos.



