Encontro I: Deu o que falar nos arraiais luzienses o encontro entre o prefeito Adamor Aires e o deputado estadual Carlos Bordalo, do PT, realizado no último sábado, 31, sinalizando um possível alinhamento entre o prefeito e parte do PT de Santa Luzia, surpreendendo aliados e adversários. A “bandeira branca” entre os dois grupos políticos que rivalizam em Santa Luzia desde a emancipação, há mais de 30 anos, não só chamou atenção como deu pistas sobre o que deve acontecer nas eleições desse ano e também a longo prazo. Entre os presentes estavam petistas históricos, como os ex-vereadores Lúcia Machado e Carlinhos do Sindicato, bem como o atual vereador Xexéu.
Encontro II: Apesar de sempre terem se posicionado em lados opostos no tabuleiro político, Adamor e Bordalo mantêm uma amizade de longa data, cultivada desde quando eram colegas na Assembleia Legislativa e a relação entre ambos sempre foi cordial e de respeito mútuo. O encontro reacende especulações sobre futuras articulações políticas em Santa Luzia e abriu espaço para diferentes leituras sobre o cenário eleitoral de 2026, indicando que os antigos adversários podem buscar caminhos de colaboração para projetos eleitorais futuros no município.
Complexo: A Prefeitura de Santa Luzia do Pará dá mais um passo para fortalecer a prática esportiva na cidade com a obra do Complexo Esportivo do Bairro do Rocha, que já está com quase 90% dos serviços executados. O equipamento público vai atender crianças, jovens e adultos, promovendo saúde, entretenimento e transformação social por meio do esporte. O complexo contará com uma quadra poliesportiva coberta, campo de futebol society com grama sintética, quadra de areia para vôlei e outras modalidades, pista de skate, academia ao ar livre e pista de caminhada. Além disso, um poço artesiano está sendo perfurado no local para garantir o abastecimento do complexo e também beneficiará os moradores do bairro, ampliando o acesso a água potável. A construção do complexo reforça o compromisso da gestão municipal com a promoção da qualidade de vida e o incentivo ao esporte como instrumento de inclusão e desenvolvimento social.
Último suspiro: Desnorteada e sem rumo, a anorexa oposição de Santa Luzia, liderada pelo inelegível candidato derrotado Bode, resolveu abraçar a candidatura do prefeito de Ananindeua ao governo do estado. O grupo, que ainda insiste em achar que tem algum protagonismo na política de Santa Luzia, parece se agarrar à última tábua de salvação depois de ter sido escanteado pelo governador Helder Barbalho. Sem Lúcia Machado e seu PT, e aparentemente rompidos com a família Lucena, Bode e seus apaniguados tentam mostrar que têm alguma relevância expondo a ausência de apoios e de estratégia, totalmente à deriva. Puro desespero.
Além da queda, o coice: A semana não poderia ter sido pior para o inelegível Bode. No julgamento do último recurso que questionava a eleição de 2024, o TRE-PA confirmou por unanimidade, 6 x 0, a vitória do prefeito Adamor, encerrando de vez qualquer esperança de reversão do pleito. E não parou por aí. Na mesma sessão, o tribunal condenou Bode por abuso de poder econômico durante a campanha, decretando sua inelegibilidade por 8 anos. A sequência de derrotas marca um duro golpe para suas pretensões futuras, que agora vê suas chances de retorno à política luziense reduzidas a praticamente zero.
Campeã: A deputada federal paraense Renilce Nicodemos [MDB] aparece no topo do ranking dos parlamentares que mais gastaram com aluguel de aeronaves utilizando a cota da verba de gabinete. Apenas em 2025, os gastos custaram ao contribuinte a bagatela de R$ 355 mil, o maior valor registrado entre os 513 deputados federais. O levantamento chama atenção para o peso da região Norte, especialmente do Pará, no uso desse tipo de despesa parlamentar. Campeã, disparada no ranking da gastança, Renilce consolidando-se como a parlamentar que mais utilizou recursos da cota de gabinete para esse fim no país.
Senado: Pesquisa Doxa, divulgada no início desta semana, confirma o favoritismo de Helder Barbalho para uma das vagas ao Senado, líder isolado em todas aspequisas. No entanto, a atenção está voltada para a segunda vaga, porque o levantamento mostra o ex-ministro e deputado federal Celso Sabino bem posicionado, em segundo lugar, seguido de longe pelo senador Zequinha Marinho, que aparece em terceiro lugar. Já o presidente da Assembleia Legislativa, Chicão Melo, preferido de Helder para a segunda vaga, figura em um distante quarto lugar. Porém, o ponto que merece atenção é que a candidatura de Celso Sabino ainda não está definida. Sem espaço na chapa comandada pelo governador, o ex-ministro busca um partido para viabilizar sua candidatura e se manter de pé na disputa.
A propósito: Segundo fontes, Celso Sabino confirmou uma reunião com Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, em Brasília nesta terça-feira, 03. O encontro aconteceu em meio a conversas sobre seu possível retorno ao partido e à articulações de estratégias para as eleições de 2026 com Sabino candidato ao Senado, tendo o ex-ministro como peça importante na reorganização da legenda no Pará. Apesar das negociações, o parlamentar afirma que continua dialogando com diferentes partidos antes de tomar uma decisão sobre seu futuro político e segue em intensa movimentação, com nomes estratégicos buscando consolidar apoios e definir alianças para construir sua candidatura a Casa Alta.
Incomodando: No cenário político paraense, há elementos que dados e pesquisas não explicam: a boataria, principalmente na tentativa de inviabilizar adversários. Invisível, mas sempre presente, ela circula sem assinatura, mas deixa marcas, invadindo análises e projeções antes mesmo da disputa começar. O mais recente alvo foi a pré-candidatura de Mário Couto ao governo do estado pelo PL. Desde que o ex-senador confirmou, em novembro do ano passado, ter recebido aval da direção nacional do partido, seu nome começou a incomodar e logo muitos correram para tentar desqualificar sua candidatura e até classifica-la com "balão de ensaio". Desde então, Couto passou a aparecer com frequência em análises políticas, projeções eleitorais e nas pesquisas, com a maioria delas chegando a colocá-lo na terceira posição nas intenções de voto. O episódio mostra que, no Pará, a política vai muito além de números: é também um jogo de percepções, rumores e antecipações que podem mexer com o humor e as estratégias dos candidatos.
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