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A Informação Passada a Limpo

Em Tempo

Ahrnon I:
O caso envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Santa Luzia, Ahrnon Oliveira - que deixou a turma da oposição eufórica - segue dentro da normalidade institucional, apesar da recente decisão judicial de primeira instância que questiona a atual composição da Mesa Diretora. De acordo com um especialista ouvido pela coluna, o Supremo Tribunal Federal possui entendimentos consolidados, inclusive com decisões de diferentes ministros, que permitem a chamada tripla recondução nas mesas diretoras das câmaras municipais. Esse entendimento é aplicado nos casos em que a primeira eleição ocorreu antes de 7 de janeiro de 2021 — situação que, segundo o analista, se enquadra na Câmara de Santa Luzia, cuja primeira composição foi eleita em 1º de janeiro de 2021.

Ahrnon II: E mais, a ação popular que motivou a decisão judicial não teve como alvo direto o vereador Ahrnon Oliveira, mas sim a atual Mesa Diretora da Casa, incluindo os cargos de presidência, vice-presidência e primeira secretaria. Ainda segundo a avaliação, a decisão proferida em primeira instância não encerra o caso, já que cabe recurso às instâncias superiores. O direito de recorrer, ou não, é prerrogativa dos vereadores que compõem a Mesa, podendo optar por contestar a decisão caso entendam que ela contraria a legislação ou a jurisprudência vigente. O cenário, portanto, permanece sob controle institucional, enquanto se aguarda a definição dos próximos passos por parte da Câmara Municipal.

Câmara I: O fato é que a decisão judicial envolvendo a Câmara Municipal de Santa Luzia segue gerando interpretações distintas no campo jurídico e político. Especialista aponta que o STF não possui entendimento totalmente pacificado sobre a possibilidade de sucessivas reconduções nas mesas diretoras dos legislativos municipais. De acordo com a análise, há divergência entre ministros da Corte. Parte deles admite até três reconduções consecutivas enquanto outra corrente, no entanto, entende de forma mais restritiva sobre o tema.

Câmara II: No cenário político local, 8a avaliação é de que a decisão não altera de forma significativa a correlação de forças na Câmara. Mesmo na hipótese de uma eventual nova eleição para a Mesa Diretora, a tendência seria de manutenção do alinhamento com o grupo político do executivo municipal. Atualmente, a base do governo Adamor conta com a maioria dos parlamentares, reunindo entre 9 e 10 dos 11 vereadores. No entanto, o desdobramento do caso dependerá das medidas que venham a ser adotadas pelos integrantes da Casa, incluindo a possibilidade de recurso às instâncias superiores, enquanto o tema segue em debate tanto no judiciário quanto no meio político.

Cenário: Quase 100 deputados federais mudaram de partido durante a recente janela partidária, provocando uma reconfiguração significativa no equilíbrio de forças da Câmara dos Deputados e antecipando movimentos para as eleições de 2026. O principal destaque é o crescimento proporcional do PSDB, que, sob a presidência de Aécio Neves, ampliou sua bancada e reforçou sua presença em estados considerados estratégicos. Já em números absolutos, o PL lidera o volume de novas filiações, consolidando sua posição como a maior bancada tanto na Câmara quanto no Senado. Por outro lado, o União Brasil aparece como a sigla mais impactada negativamente, registrando saídas expressivas e enfrentando dificuldades de articulação. O movimento, segundo analistas, vai além de simples trocas partidárias e indica uma reorganização mais ampla das forças políticas no país, com reflexos diretos no cenário eleitoral que se desenha para 2026.

Ofensiva: O ex-governador Hélder Barbalho, no apagar das luzes da janela partidária, comandou um movimento político estratégico ao articular a filiação de lideranças do PSDB ao MDB em Belém, ampliando a base de apoio de seu grupo no estado. Migraram para a nova sigla a deputada Ana Cunha, que somou 55.725 votos, e Cilene Couto, terceira mais votada do Pará, com 91.611 votos. Juntas, as parlamentares adicionam 147.336 votos ao MDB, que se consolidou como a maior força partidária na Assembleia Legislativa, com a filiação do deputado Erick Monteiro, que também deixou o PSDB. Ele obteve 78.053 votos na última eleição. Sob a ofensiva de Helder, o PSDB que já foi a maior força política-eleitoral do estado por mais de duas décadas, tornou-se um nanico sem representantes no parlamento estadual. 

Convite: A governadora Hana Ghassan convidou a ex-primeira-dama de Mãe do Rio, Carol Resque para assumir a coordenação do Núcleo Mulher em sua campanha. A indicação partiu de Daniela Barbalho, que destacou o perfil pessoal de Resque, marcado por sua trajetória como mãe e pela superação de desafios em sua vida pessoal. Nos bastidores, a movimentação é vista como uma tentativa de fortalecer a pauta feminina na campanha, agregando uma liderança com apelo social e identificação com o público. Enquanto isso em Marituba, o cenário político segue marcado pelo silêncio e baixa movimentação política após a prefeita Tik Tock desistir de concorrer a uma vaga na Câmara Federal e vê a ascensão da sua rival junto à campanha da governadora, da qual a mandatária de Marituba acreditava piamente que seria sua vice.

Articulações: O ex-governador Hélder Barbalho é, sem sombra de dúvidas, a maior referência em articulação política do estado do Pará, exercendo forte influência sobre a corrida eleitoral desse ano. No entanto, nos bastidores, o senador Zequinha Marinho tem ampliado seu protagonismo de forma discreta, quase silenciosa, mas bastante eficiente e certeira. Filiado ao Podemos, Marinho vem sendo apontado como um articulador habilidoso, com atuação estratégica em diferentes ciclos eleitorais. Seu histórico recente inclui participação em movimentos políticos relevantes, envolvendo desde o ex-governador Simão Jatene, em 2014, quando virou o jogo após uma derrota no primeiro turno das eleições daquele ano, até disputas que envolveram o grupo político dos Barbalho em 2018, mantendo presença ativa nas articulações que já começam a desenhar o cenário para 2026. A movimentação indica a consolidação de dois polos de influência no estado, marcados por estratégias distintas, mas com forte capacidade de articulação nos bastidores da política paraense.

Ministro: Mesmo após a saída de Jader filho do Ministério das Cidades, o Pará manteve representação no primeiro escalão do governo federal com a nomeação de Rivetla Édipo Araújo Cruz para o comando do Ministério da Pesca e Aquicultura. Ele assumiu o cargo depois da saída de André de Paula. A escolha chama atenção pelo perfil técnico do novo ministro, diferentemente de indicações tradicionalmente mais políticas. Com atuação ligada à área da pesca e à realidade amazônica, Rivetla reforça a presença paraense na Esplanada dos Ministérios com uma abordagem voltada ao conhecimento prático do setor. A nomeação também sinaliza a continuidade da influência do estado no governo federal, mantendo espaço estratégico em uma pasta relevante para a economia e para o desenvolvimento sustentável da região norte.

Troca-troca: O ex-senador Mário Couto viveu um momento de instabilidade política nas últimas semanas, marcado por sucessivas mudanças partidárias. Após deixar o PL por falta de espaço para disputar o governo do estado, Couto anunciou, no dia 1º, sua filiação ao Partido Novo. A passagem, no entanto, foi breve e cercada de turbulências internas. A legenda enfrentou uma desfiliação em massa, o que fragilizou o movimento do ex-senador. Na última quarta-feira [09], Mário Couto divulgou um vídeo afirmando que “tomaram o Novo dele”, evidenciando o desgaste político no curto período em que esteve na sigla. Sem permanecer no partido, Couto seguiu sem legenda até acertar sua entrada no Democracia Cristã. Agora, a estratégia do ex-parlamentar é reorganizar sua pré-candidatura ao governo do Pará dentro da nova sigla, em meio a um cenário marcado por grandes desafios e muitas incertezas.

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