Em tempo
Como manda a tradição, Salinas foi o point escolhido por dez entre dez paraenses para a passagem do Réveillon. Praia lotada, trânsito infernal e hotéis com 100% de lotação, além de engarrafamentos intermináveis e ameças de maré cheia, mesmo assim a empolgação tomou conta das areias democráticas da praia do Atalaia, palco da virada, que ficou lotada de ponta a ponta, incluindo muitos luzienses que não dispensam a passagem de ano no Sal.
Dúvida homérica
Em dezembro, o senador Paulo Rocha e o deputado federal Zé Geraldo anunciaram após a convenção estadual do PT que seriam os candidatos da legenda ao governo do estado e ao Senado, respectivamente. Porém, ninguém, nem mesmo os petistas mais devotos, acreditam nessa possibilidade. A prova mais contundente de que os petistas paroaras não falam a mesma língua é um vídeo institucional divulgado pelo partido no final do ano com depoimentos dos principais quadros da legenda discorrendo sobre o cenário político atual e as perspectivas para as eleições de outubro. Ninguém entendeu nada...
Vice
Não há nenhuma confirmação oficial, mas os bastidores políticos paroara dão contas de que o candidato a vice na chapa de Márcio Miranda será o atual chefe da Casa Civil do governo do estado, José Megale, homem da mais restrita confiança de Simão Jatene. Político de longa quilometragem com várias passagens pela Assembleia Legislativa, Megale, além de mandar chover no governo Jatene é tucano de carteirinha com trânsito em todas as tendências do partido e não enfrenta resistência de nenhuma ala para se cacifar como vice de Márcio Miranda. Pelo contrário, é o nome de consenso dentro do ninho tucano com as bênçãos dos principais caciques da legenda.
Devolução
A presidente da câmara de vereadores de Cachoeira do Piriá, Rosângela Fagnani, foi a personagem principal de um acontecimento raro - para não dizer inédito - na política da Pará/Maranhão. No final dos trabalhos legislativos do ano passado, encerrado no mês de dezembro, a parlamentar devolveu aos cofres da prefeitura mais de R$ 100 mil em recursos repassados ao parlamento municipal, mas que não foram utilizados ao longo de 2017. Atitude como esta, cada vez mais rara em tempos de descrédito da classe política brasileira, credencia a vereadora Rosângela como uma das principais aspirantes à disputa do executivo municipal em 2020 no vizinho município de Cachoeira do Piriá.
Piso
Em 2017 a grande maioria dos prefeitos enfrentou sérios problemas para fechar a folha de pagamento do funcionalismo. Era aquele sufoco no final de cada mês por conta do dinheiro cada vez mais curto. Portanto, em 2018 se o cenário econômico do país não sofrer nenhuma alteração positiva a saga deverá continuar e já a partir deste mês de janeiro quando as prefeituras têm que pagar para os profissionais da educação o novo valor do Piso Salarial Nacional do Magistério, reajustado para R$ 2.455,35. O reajuste de pouco mais de 6%, já descontada a inflação, pode não parecer muita coisa, mas terá impactos significativos sobre as finanças das prefeituras que estão com as contas em frangalhos e sobrevivem apenas dos repasses constitucionais do governo federal.



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