Em tempo
O cantor forrozeiro Daniel do Acordeon, o mais badalado do gênero pelas plagas paroaras, tem se revelado um verdadeiro apaixonado pela "Terra Querida" e a reciprocidade dos luzienses também se aflora na mesma proporção e intensidade. Com muitos e bons amigos amigos na City, entre eles o Prefeito Adamor Aires, Daniel transformou-se em figurinha carimbada nos eventos que levam a marca da Administração Municipal. Humilde, simpático por excelência e dono de um vozeirão inconfundível o cantor definitivamente conquistou o público de Santa Luzia com seu jeito de se apresentar, sempre com o inseparável acordeon em punho cantando no meio do público.
Sem sombra de dúvidas, o Play Elétrico foi o bloco mais badalado e a sensação do Carnaluziense 2015. Ainda engatinhando, com apenas três anos de Circuito Oficial da Folia, a agremiação carnavalesca com fortes raízes na travessa D. Pedro I [a folclórica rua do Curí] transformou-se da noite para o dia no preferido por dez entre dez foliões desbancando outros blocos tradicionais. Os abadás venderam como água no deserto, não deu um tapa, e ainda ficou muita gente querendo comprar e não conseguiu. O arrastão do Play Elétrico foi o que levou mais foliões para a venida e esbanjou organização e alegria por onde passou, conquistando ainda mais simpatizantes que mesmo sem o abadá reforçaram o agora mais novo grande bloco de Santa Luzia.
Em Capanema - cidade polo do nordeste paraense, que tradicionalmente proporciona grandes espetáculos durante a folia de Momo - quem mandou e desmandou no carnaval deste ano foi o bloco da "D. Violência". O grande número de incidentes envolvendo brigas, disputas de gangues rivais, tiroteios e homicídios tirou o brilho da festa que se transformou em um festival de horror. Mesmo com o grande aparato policial disponível na cidade, atuando com rigor contra a criminalidade, o saldo foi macabro. As ruas por onde os blocos deveriam desfilar transformaram-se em arenas da morte, fazendo com que muitos foliões desistissem do carnaval de rua que sempre foi um dos melhores da região reforçando o título de cidade violenta que Capanema adquiriu com a explosão da violência desenfreada nos últimos tempos. Lamentável...
O chamado inverno amazônico, fenômeno meteorológico que dita o rigor das chuvas na região norte do país, está - ou pelo menos deveria está - em pleno curso, porém as fracas precipitações pluviométricas que têm incidido sobre os municípios da região dos Caetés, em especial Santa Luzia, dão a indicação de que 2015 será um ano pouco chuvoso. A escassez das chuvas pode ser observada nos leitos dos rios e igarapés da região que estão com os volumes d'água muito abaixo do normal para essa época do ano.
O Bloco do Chapéu - o mais cor-de-rosa da City - foi outro que fez bonito na avenida: uma verdadeira turba feminina, com alguns poucos marmanjos infiltrados, destoando da paisagem, invadiu o Circuito Oficial da Folia na tarde de domingo e arrastou uma multidão para a Praça de Eventos.
O sempre atento Pe. Elias também não se fez de rogado e arrastou uma multidão atrás do trio elétrico na terça-feira de carnaval pelo corredor da folia durante o tradicional e abençoado Luziefest. O bloco Somos de Deus, integrado em sua grande maioria por jovens que trocam a folia profana pelo recolhimento durante o período carnavalesco em retiro espiritual que acontece no Sítio do Padre, trouxe para a avenida a alegria dos ritmos católicos cantados em forma de louvor a Deus.







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