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Archive for Fevereiro 2008

O chafariz...

Depois de reformada no final do ano passado, a praça da Matriz ganhou uma novidade comemorada pela população e pelos responsáveis da dita reforma. Um chafariz na lateral direita da praça dando um charme todo especial ao 'novo' espaço de lazer e entretenimento dos luzienses. Falavam do belo 'monumento' que a cidade ganhara e alguns elogiavam quem o colocou ali como sendo uma grande obra. Mas para decepção de todos, especialmente do povo, o tão famoso chafariz só funcinou por alguns dias (algumas horas por noite) depois da inauguração e ficou abandonado sem seus jatos d'águas e muito menos sem a iluminação.
O chafariz continua lá sem funcionar nem uma horinha sequer, transformado num grande acumulador de água (da chuva) a céu aberto depositando centenas de insetos que caem e morrem afogados podendo até mesmo vir a ser um criadouro do tão temido mosquito da dengue, se já não o é.

Já que o poder público tanto incentiva a prevenção contra o mosquito da dengue, por que ele mesmo não dá o exemplo e pelo menos seca o chafariz afim de evitar que o inseto deposite ali seus 'ovos' e procrie? Não estamos aqui falando mal da obra, que se funcionasse, seria muito bom para melhorar o visual da nossa querida cidade, mas o questionamento é o 'porquê' do abandono de uma obra tão recente e que com certeza não custou muito barato ao bolso do contribuinte que vê seu dinheiro disperdiçado em obras que não funcionam e servira apenas para a propaganda.

Ninguém sabe dizer por que o chafariz não funciona. Esse fato é preocupante se olharmos o problema por dois ângulos:
*Primeiro - O que está ali abandonado sem funcionar é simplesmmente o dinheiro do povo que sustenta o sistema tributário injusto desse país, onde paga-se imposto de tudo em elevadas alíquotas assassinas devorando o salário do trabalhador que só encolhe (em valores reais) a cada reajuste.
*Segundo - Ao ficar abandonado e exposto ao sol e principalmente à chuva, o referido chafariz nada mais é do que um depósito de água e insetos criando condições ideais para que o mosquito da dengue possa se reproduzir em grande escala prejudicando a população.
Fica aqui o alerta para o perigo eminente e o pedido para que uma obra tão importante no embelezamento de nossa cidade não fique abandonado.

Deputado Adamor Ayres, Em reportagem de O Liberal.


O deputado estadual filho desta cidade, Adamor Ayres, concedeu entrevista ao jornal de maior circulação no Estado, O Liberal para falar de um decreto da Assembléia Legislativa que tenta remanejar recursos do exercício de 2007 para promover a publicidade da casa. Vale lembrar que o Deputado Adamor Ayres é membro do G-8, grupo de deputados independentes, e também um dos parlamentares mais atuantes do legislativo estadual.

Abaixo a reportagem do caderno Poder, página 3, do jornal O Liberal deste domingo 24/02.

Decreto se refere a Orçamento de 2007
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Data de novembro do ano passado tem implicações de ordem legal


O decreto nº 49/2007, que prevê o remanejamento de R$ 990 mil do orçamento da Assembléia Legislativa, para que a Casa possa gastar com publicidade, apresenta um particularidade: está datado do dia 28 de novembro de 2007. Ou seja, o remanejamento seria extemporâneo. Seria justificado em lei um decreto que faz referência ao exercício do ano passado, cujo orçamento já foi todo executado.

'Não sei até que ponto isso é válido. Não se trata de restos a pagar. Significa tentar consertar depois algo que foi feito de maneira errada, após o orçamento já ter sido executado, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. A meu ver, tecnicamente, neste caso, constata-se certa improbidade administrativa da Assembléia', afirmou o professor de economia do setor público da Universidade da Amazônia (Unama), José de Cupertino da Silva. Ele destaca que a LRF prevê que qualquer orçamento deve primeiramente estar disposto em lei, antes de ser executado.

O economista Jarbas Feitosa da Costa defende que a medida não tem validade e que o processo deveria ter sido extinto. 'Este decreto perdeu o objeto, porque até as contas do exercício de 2007 já foram publicadas', opinou.

PRÁTICAS

Na opinião do deputado Adamor Aires - um dos deputados favoráveis ao decreto - não há nada de imoral ou ilegal em fazer o remanejamento da rubrica de pessoal para a de publicidade. 'No meu entendimento, este projeto não pode ser considerado ilegal porque, no exercício de execução orçamentária, o remanejamento de rubricas é uma prática recorrente. Não é que vá deixar de pagar alguém para investir em publicidade. Esse percentual de remanejamento faz referência ao que sobrou, ou seja, os encargos sociais foram superestimados', justificou.

A teoria da autonomia do Legislativo para o remanejamento de recursos foi contestada pelo presidente da Comissão de Fiscalização Financeira Orçamentária (CFFO), Cezar Colares. Ele explica, inclusive, que foi na tentativa de tentar encontrar uma brecha legal para a lei que o polêmico decreto foi criado. 'Eu me lembro que no ano passado o presidente [Domingos] Juvenil já tinha me feito esta consulta, já que a Casa estava com dinheiro em caixa, mas não tinha orçamento para gastar seus recursos. Na época, enfrentávamos dificuldades para arcar com algumas despesas, inclusive com pagamento de pessoal, porque o Estado não estava formalizando os créditos adicionais. Daí surgiu a idéia de fazer este remanejamento, no que eu respondi que, no meu entendimento, não caberia porque não estava prevista na LDO. Mas não sei por que este decreto continua tramitando', argumentou.

Segundo ele, a proposta, inclusive, já perdeu o objeto de ação. 'Não tem como aprovar isso, se o orçamento já foi todo executado. Acho que acabaram se esquecendo de arquivar', ponderou.

Na última sexta-feira, 22, a Coordenadoria de Comunicação da Assembléia Legislativa não foi localizada para que a Mesa Diretora se manifestasse sobre o assunto.

Benedito, vai com DEUS...

Netto Bill, Dieguinho e Mitinho em um momento de descontração com nosso amigo Benedito.

Depois de resistir bravamente contra um câncer que o acometeu durante vários meses, parte para o lado de DEUS, o amigo Benedito Cirino. Um grande amigo que sempre recebeu com muito prazer e boa vontade todos aqueles que frequentavam seu simples e receptivo bar dispensando tratamento vip a todos sem distinção, pois essa era sua marca registrada e o seu diferencial que transformavam seus clientes em amigos e assíduos frequentadores do seu ambiente. Conheci-o a pouco mais de dois anos por mera ocasião e rapidamente percebi o grande home que era, honesto, trabalhador e amigo. Tornei-me seu cliente juntamente com todos os meus amigo que também passaram a gostar dele com seu jeito simples e sincero de ser, na foto acima está nosso amigo Benedito com Netto Bil, Dieguinho e Mitinho. Vai com DEUS Benedito...

Eclípse lunar - Um belo espetáculo.

Eclipses lunares ocorrem quando Sol, Terra e Lua se alinham e o satélite natural percorre a sombra gerada por nosso planeta. Entretanto, a Terra não barra completamente a passagens dos raios e alguns, ao passarem pela atmosfera terrestre, são desviados atingindo a superfície lunar dando a Lua um tom avermelhado.

A sombra da Terra é composta por duas áreas em formato de cone, que ficam uma dentro da outra, a parte mais externa chamada penumbra, não bloqueia todos os raios solares e a área mais interna, que leva o nome de umbra, bloqueia praticamente todos os raios.

O eclipse de ontem iniciou às 21h35 mas, só podia ser visto através de instrumentos especializados porque nessa hora a Lua percorria a área de penumbra.
Apartir das 22h43 o fenômeno pôde ser visto a olho nu por que nessa hora a lua começou a entrar na umbra começando a mudar gradativamente de cor, até que, às 00h0 teve início o eclipse lunar total, quando a sombra da Terra cobre completamente a supefíe lunar durando até as 00h51, quando o processo começa a se reverter. Às 02h09 não era mais possível ver o eclipse a olho nu, mas fenômeno se encerrou definitivamente às 03h17, quando a Lua saiu novamente da área de penumbra.

Aqui, em Santa Luzia, como se previa para toda a Região Norte corríamos o risco de perder esse espetáculo por causa das chuvas e do tempo nublado. Mas apesar das nuvens foi possível acompanhá-lo, com pouca visibilidade, até o final.
Até pouco tempo, quando anunciavam a ocorrência de um eclípse, a população ficava assustada e narrava mil e umas versões para o fenômeno, tais como iria acontecer três dias de escuro, que tinha a mão de um demônio impedindo a lua de brilhar sobre a terra, que durante o eclipse as árvores dormiam esquecendo dos seus frutos e quando acordassem todos tinham caído, e etc. E para impedir esse último fato as pessoas passavam todo o eclipse batendo em latas, transformando a cidade numa verdadeira batucada, afim de impedir o 'sono' das árvores. Eu particularmente ficava com medo mas achava um espetáculo maravilhoso que hoje com o advento da tecnologia e a perda das tradições todos sabem que eclipse é apenas um fenômeno natural e a maioria nem lembra mais daqueles tempos 'românticos' de histórias fantásticas que alimentavam nossa imaginação.

Conflitos entre indígenas e colonos na reserva Alto Rio Guamá



Colonos invasores de terra dos Tembés prometem resistir à desocupação

O clima de tensão no território da Reserva Indígena Alto Rio Guamá, provocado pela decisão dos índios Tembé de retomar seu território ocupado por famílias de agricultores e madeireiros, ganhou, no início deste mês, um novo episódio. O administrador da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Belém, Juscelino Bessa, e outros dois técnicos da órgão tiveram que ser resgatados de helicóptero da área da reserva, por conta dos protestos de um grupo de colonos que teria quebrado uma ponte de madeira em Garrafão do Norte, que dá acesso à área por terra. No mesmo período, doze policiais militares foram deslocados para a região, para garantir que os colonos não retornassem ao local depois de retirados, mas o alto risco de um confronto acabou cancelando a operação.

O ex-vereador Manoel Evilásio, que é contrário à saída das famílias dos colonos da área, tem uma versão diferente para o episódio. Segundo ele, a Polícia Militar (PM) fazia a retirada ilegal de colonos da área, junto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). 'A gente não quer tomar medidas drásticas porque se juntar cinco mil colonos e levar na área deles, a gente acaba com tudo. Temos mais de 15 mil ‘tarefas’ de roça e não queremos que saia mais ninguém de lá porque o Incra não tem terra para dar', afirma. A Reserva Alto Rio Guamá foi homologada em 1996 com 279 mil hectares, entre os rios Guamá e Gurupi, na fronteira com o Maranhão.

Além desse documento, os colonos se baseiam num acordo firmado entre a Funai e o fazendeiro Meyer Kabacznik, em 1976, para utilização de uma parte da terra indígena e que se transformou na invasão 'legalizada' da reserva. Evilásio diz que o acordo garantiu a posse da terra à família do fazendeiro e por conta disso alega que os colonos que já estavam na região antes mesmo dos Kabacznik têm o mesmo direito. 'Nós viemos tudo numa carrada do Ceará há muito tempo. Por que eles querem tirar os colonos se o fazendeiro tem o título definitivo da terra? Eles retiraram as pessoas e levaram para terras improdutivas em Ulianópolis. Muitos já voltaram porque não têm como morar lá', questiona.

O chefe do Incra afirma que, assim como os colonos, o fazendeiro será retirado. 'Quanto à questão de o Incra ter emitido licença de ocupação para a família Kabacznik, esses processos são anteriores à homologação da reserva. Os fazendeiros irregulares terão que sair da área'.

A Funai entrou com uma ação na Justiça em 1996 pedindo a retirada das fazendas pertencentes à família e também a indenização dos índios pela utilização da terra. O processo, que já se arrasta há doze anos, teve decisão favorável ao governo federal em primeira instância e agora está parado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 'O processo é lento. Não tem a velocidade que os índios gostariam que tivesse. A gente entende que também é um processo político, porque há toda uma série de interesses', afirma Juscelino.


Histórias de conflitos agrários na região já duram mais de um século

A história de conflitos entre os índios Tembé e colonos remonta ao século XIX. Em 1861, por exemplo, índios Tembé da Aldeia Tracuateua, localizada no Alto Gurupi, mataram nove pessoas de um regatão que estavam explorando a área, abusando de suas mulheres e raptando crianças. A ocupação mesmo, porém, aconteceu no século XX, quando levas de nordestinos fugindo da seca migraram para a região, incentivados pela abertura de estradas e a divulgação dos planos de desenvolvimento do governo.

O coordenador do Conselho Indigenista Missionário, Claudemir Monteiro, que acompanhou o processo de demarcação e homologação da reserva, explica que a primeira referência oficial à área indígena no Pará só ocorreu em 1945, quando o interventor federal Magalhães Barata emitiu um decreto reservando para os Tembé e outras etnias a faixa de terra à margem direita do Rio Guamá e esquerda do Gurupi. 'O objetivo era eliminar os conflitos entre índios e regionais de Irituia. Foi ele quem destinou 279 mil hectares em terras do Estado, que foram entregues à União, porque ficou comprovado que esta área era usada para circulação dos índios entre as diversas aldeias'.

A partir da década de 50, no entanto, a política de integração do governo federal fez surgir na região doada para os índios a chamada 'Gleba Cidapar', que englobava várias fazendas que acabaram sendo compradas pela empresa mineradora Norte Americana South American Garden. O projeto faliu e a área foi a leilão, adquirida por Moacir Pinheiro Ferreira, que se associou a outras pessoas e fundou a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário, Industrial e Mineral do Estado do Pará, na área hoje conhecida por este nome.

A demarcação da terra indígena começou somente em 1976, mas então já havia diversas famílias morando na área, assim como fazendas instaladas e estradas abertas. O processo passou por diversas paralisações e gerou muitos conflitos. Somente 20 anos depois é que a terra indígena foi reconhecida, mas os índios não puderam, ainda, tomar posse dela. 'O conflito sempre for permanente. Na década de 90 os índios fizeram missões de ocupação, para expulsar os invasores. Eles chegavam nas propriedades, confiscavam os bens e ameaçavam os moradores. Isso só parou quando foi firmado um acordo para a retirada dos posseiros, que nunca foi cumprido', conta Claudemir Monteiro.

O problema agora, aponta Claudemir, é a falta de recursos para que Funai e Incra continuem com o processo de remanejamento das famílias de boa fé, como são chamados aqueles moradores que não sabiam que estavam dentro de uma terra indígena. Segundo ele, é preciso também uma ação concreta para a retirada dos invasores. 'Depende da vontade política do governo'.

A perspectiva de novos conflitos é admitida, também, pelo administrador da Funai. 'Essa possibilidade está colocada novamente. Muita gente mantém essa situação porque pratica alguma atividade ilegal na área. Mas a constituição assegura que os índios têm o direito de manter o seu modo de vida, as suas tradições'.

Fonte: O Liberal

Mangueiras...

As mangueiras são árvores, pertencentes à familia das 'mangiferas', oriundas do sul e sudeste asiático desde o leste da Índia até às Filipinas onde foram encontrados registros fósseis com cerca de 25 a 30 milhões de anos. Introduzidas com sucesso no Brasil, Angola, Moçambique e em outros países de clima tropical e subtropical as mangueiras transformaram-se em culturas amplamente exploradas comercialmente nessas regiões.
As mangueiras são árvores gigantescas capazes de atingir até 40 m de altura com uma copa que pode medir 10 m de raio sendo uma grande fonte de sombra além de ótima árvore frutífera com suas saborosas mangas. Somos tão familiarizados com as mangueiras que às vezes fica difícil imaginarmos que são nativas de outros países, elas fazem parte da nossa vida e do nosso dia a dia desde criança. É praticamente impossível um sítio que não tenha uma mangueira e na maioria das cidade eslas estão presentes como árvores ornamentais em ruas e avenidas ajudando também a melhorar o clima, como é o caso da nossa Capital, Belém, conhecida mundialmente como a Cidade das Mangueiras ou simplesmente Mangueirosa pelos os parenses.

Aqui em Santa Luzia elas estão presentes na maioria dos quintais e sítios da zona rural servindo de sombra e produtoras de frutos principalmente nessa época do ano que é o auge da produção fazendo a festa da molecada.

Além dos quintais e chácaras aqui em Santa Luzia elas também fazem parte da paisagem de uma propriedade pertencente a Igreja Católica muito famosa chamada Sítio do Padre. Trata-se de um excelente espaço físico 'coberto' por dezenas delas que davam um ar agradável ao complexo arquitetônico formado por salas administrativas de entidades ligadas à Igreja, quartos, banheiros, refitórios e um amplo auditório que serve a toda comunidade luziense.

Mas esse cenário paradisíaco agora é coisa do passado. Isso mesmo, como já deu para perceber por essas fotos as mangueiras que davam um toque todo especial ao Sítio do Padre foram derrubadas e transformadas em centenas de pedaços.

O que outrora foi um imenso túnel verde formado pelas copas das mangueiras agora é um vazio completo tomado pelo calor e pelo sol.

É uma pena que um verdadeiro patrimônio do povo luziense cultivado e preservado durante décadas tenha sido destruído em questão de minutos transformado-se num imenso monte de toras e lixo.

Rio Caeté - uma das nossas riquezas.

Foto do rio Caeté no balneáreo do Tentugal...

Servindo de limite entre Santa Luzia com os municipios de Capanema e Bragança, o rio Caeté é uma das mais importantes riquezas naturais que dispomos dando-nos belos balneáreos, como o da BR 316 e o da vila do Tentugal, excelentes para o lazer e refúgios nos feriados e fins de semana.
A palavra Caeté, tem origem indígena e significa mata virgem, mato fechado ou mato verdadeiro, pois era assim essa região quando os colonizadores chegaram através da sua foz no Oceano Atlântico provavelmente no século XVII, descobrindo assim uma das sete bacias hidrográficas do Pará, a chamada “Costa Atlântica-Nordeste”, local onde está inserida a Bacia dos Rios do Atlântico. Esta região abriga a maior densidade demográfica do Estado e possui investimentos intensivos em agropecuária, além de ser caracterizada como o local de colonização mais antiga da região (século XVII). Esse fato histórico contribuiu para a intensa exploração dos recursos naturais através do extrativismo vegetal (madeira em tora, lenha e carvão) e da agropecuária (culturas de subsistência, frutíferas, malva e pimenta-do-reino e criação de gado).
Na Bacia dos Rios do Atlântico se destaca a bacia hidrográfica do rio Caeté, a qual possui uma área de 2.000 quilômetros quadrados e extensão do rio principal de cerca de 100 km, das nascentes (município de Bonito) a foz (municípios de Bragança e Augusto Corrêa). Esta bacia drena parte do território de sete municípios (Bonito, Santa Luzia do Pará, Ourém, Capanema, Tracuateua, Bragança e Augusto Corrêa), com uma população total estimada em 260.561 habitantes.

Poema
Abaixo um poema dedicado ao rio Caeté, de autoria do Poeta Bragantino Alfredo Garcia que tranforma em verso a imensidão dessa riqueza líquida que outrora foi cristalina hoje sofrendo com a degradação provocada pelo homem em busca 'progresso'.

Rio Caeté
Corre tua memória
sobre meus olhos de antes:
planície de desenganos,
planície de verdoengos tempos.

Desembocam em meu ser
(preamar de angústias)
tuas impenetráveis águas,
teus líquidos mistérios.

O tempo, soltas as amarras,
navega em um canto passado:
bujarronas largadas na imensidão
dessas águas de não-mais-verei.

Solitude, soledade,
navegar tua ausência
entre ruas e cantos outros
e ter entre os escolhos
da memória
tua imensurável
lembrança-mar.

Vidamar a doer no âmago,
rio, tua memória líquida
espraia-se nas reminiscências:
cantiga de ausência
na brisa do mar.

Houvesse um dezembro,
entre tantos contados
no calendário,
e esse cântico de ausência
pousasse suave como a lua
a desnudar-se
(ouro em teu colo)
sobre a superfície das águas.

Entanto,
corre tua memória
sobre meus olhos de antes
entre ruas, saudades, ausências,
a dessangrar o tempo-foi.


Alfredo Garcia

Dois poemas de Marcos Costa - Marcos do Raul.



Esse humilde espaço é dedicado à querida cidade de Santa Luzia e, portanto, temos o orgulho de divulgar tudo o que há de bom nesse pedacinho de Brasil que tanto amamos. Aqui vão dois poemas escritas pelo amigo Marcos Costa, mais conhecido com como Marcos do Raul. Em algumas conversas ele me revelou que gostava de escrever poesias nas horas vagas, então sugeri que me enviassem algumas para que fossem postadas aqui no blog. Poesias enviadas e promessa cumprida, aqui estão:

1 - Sofrer é a oportunidade de mudarmos para melhor
é a transformação do egoísmo em solidariedade
é florecer para o amor ao próximo
é saber respeitar as diferenças
é estar mais perto de Deus
a saúde não é apenas a ausencia de doenças
é estar em paz consigo mesmo e com o mundo
é querer um mundo melhor
é estar disposto a servir ao próximo
é seguir os passos de Jesus



2 - Do perdão vem a aproximação
vem o amor e a compaixão
sufoca a traição restitui a união
nos dá a salvação
para ser amado precisar saber amar
saber nos doar viver para amar
apesar de nos magoar temos que aprender
a perdoar e viver para brilhar num mundo
cada dia mais egoísta e má ainda existe
espaço para compreenssão e amar
para perdoar para nos doar
enfim amar amar amar e ser
verdadeiramente feliz e sonhar.

Um domingo no Tentugal.

Ontem eu e alguns amigos passamos a tarde na bucólica vila do Tentugal, um lugar onde a natureza é exuberante e banhada pelo nosso querido rio Caeté. Abaixo estão algumas fotos que registram momentos de descontração e muita farra entre amigos...
Taciane e webber...

Os carros do Erivaldo e do Edson Netto fazando a festa com seus sons...

Attamides e o Judsom...

O casal apaixonado Daday e Carla no maior love...

A galera desatolando o carro do Erivaldo... KKKK...

O som da Kombi do João Borracheiro fazendo a festa com suas serestas...

O Judsom com a Taciane prontinha para ser jogada no rio...

Um encontro entre amigos regado a muito churrasco e cerveja...

A farra à margem do rio...

NOTA: Para ver mais fotos basta acessar o álbum 'Um domingo qualquer' no link fotos

Quem me levará sou eu.



Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará
As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi
Não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços a me agasalhar
Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço contar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar
Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar
Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar


(Música de Dominguinhos)

Calendario do Campeonato Paraense de Motocross.

Já foi divulgado o calendário do campeonato paraense de motcross 2008. Serão onze rodadas que iniciará dia 6 de maio na cidade de Parauapebas e terminará dia 16 de dezembro em Paragoaminas. Calenddário sujeito a alterações sem aviso prévio segundo a organização. Abaixo a tabela contendo as datas, cidades e organizadores.

06 - de Maio - Parauapebas - org.: JB
27 - de Maio - Ourém - org.: Igarapé das Pedras
17 - de Junho - Castanhal - org.: Michel Bala
01 - de Julho - Garrafão do Norte - org.: Glécio
22 - de Julho - São Miguel do Guama - org.: Vildemar
19 - de Agosto - Jacundá - org.: Mike
09 - de Setembro- Capitão Poço - org.: Bob
30 - de Setembro- Abaetetuba - org.: Eduardo
21 - de Outubro - Tome-Açu - org.: Cláudio Caliman
18 - de Novembro- Tucuruí - org.: Aroldo
16 - de Dezembro- Paragominas - org.: Betão

Fonte: Site especializado em motocross Belémoff-road
www.belemoff-road.com

Judsom parabéns!

Ontem quarta feira 13 nosso amigo Judsom, DJ do Terremoto, completou mais um ano de vida comemorado com sua família e amigos. Foi uma festinha surpresa simples mas muito divertida. Estiveram presentes todos os seus amigos e assíduos frequentadores das baladas da danceteria Beleza Pura. Aqui vai nossos parabéns a esse amigo tão querido e responsável pelo entretenimento e diversão da nossa cidade.
Parabéns Judsom...

NOTA: Para ver mais fotos dessa festa acesse a sessão fotos sob o título Aniversário do Judsom

III Trilha das Cinzas.


Nesta foto, tirada ano passado durante a realização da II Trilha das Cinzas, registramos a presença de um dos idealizadores também das trilhas de motocross. Nosso 'ausente' amigo Jamilson, que como no carnaval também era um dos maiores entusiastas participando ativamente da organização e da realização de ambas as 'festas', isso mesmo, para ele tudo não passava de uma festa. Sua ausência foi sentida e lembrada com carinho em homenagens prestadas por todos os seus amigos que fizeram questão de estampá-lo também nas camisas usadas pelos participantes da III Trilha das cinzas...

Valeu Jamilson...

Nesta foto temos os nomes dos patrocinadores da III Trilha das cinzas... Nosso obrigado a todos

Todo e qualquer evento ao ser realizado requer planejamento estrutural e financeiro. A III Trilha das Cinzas é organizada pela mesma diretoria do bloco carnavalesco Os Deserdados e a maioria dos 'trilheiros' também pertence a agremiação, essa é a estrutura organizacional, já a parte financeira advém da compra de camisas pelos praticantes do esporte sendo complementada por patrocinadores que contribuem economicamente ou logisticamente. Em ambos os casos (Os Deserdados e III Trilha das Cinzas) não se tem fins lucrativos, mas pura paixão tanto pelo carnaval quanto pelo motocross.


Depois de quase doze horas de trilha, muita lama e muito cansaço a recompensa: a chegada de volta à Santa Luzia com a sensação de mais um dia vivido intensamente nas asas da liberdade em companhia da mãe natureza que nos acompanhou juntamente com dezenas de amigos ao longo de uma grande jornada aventureira com o mesmo objetivo, a emoção...

A chegada foi uma verdadeira farra...

Uma paradinha para conferir a mecânica das máquinas e aproveitar para um pequeno descanso depois de muita lama...

Para descontrair, muita farra com os amigos...

No meio do mato, uma das maiores dificuldade é subir as ladeiras escorregadias e enlameadas. Aí só contando com a solidadriedade e muita força dos companheiros...

Lázaro e Veneno...

Essa cara é de preguiça depois de um bom almoço na comunidade do Muruteuazinho...

Após o almoço um breve descanso com os amigos para comentar sobre a trilha, colocar o papo em dia e jogar muita conversa fora... Ah, nesse grupinho está a única mulher que encarou esse desafio, a Franceline, essa é a força da mulher...

As dificuldaes são muitas: caminhos difíceis, mato e galhos atrapalhando a passagem, mas tudo isso faz parte de uma boa trilha...

Os desfios a serem superados numa trilha é o que mais atrai os adéptos desse esporte praticado sobre duas rodas por pessoas de espírito aventureiro que tem como objeivo a superação de dificuldades, e para isso os obstáculos são indispensáveis. Os caminhos a serem 'trilhados' são previamente escolhidos observando-se exatemente as dificuldades de acesso onde o item principal é a presença de lama ao longo de caminhos estreitos em terrenos irregulares, o que para os amantes dessa modalidade, só aumenta o prazer e a adrenalina dando uma sensação incrível de liberdade entendida somente por aqueles que praticam e amam esse esporte.

III Trilha das Cinzas - primeiras fotos.

Esta foto pertence aos arquivos da "II Trilha das Cinzas" (Edição 2007) a qual registra a presença do saudoso amigo Jamilson entre nós. Ele era um verdadeiro apaixonado por motocross, e este ano deixou muitas saudades aos seus amigos e praticantes desse esporte que o lembraram antes do início da III Trilha das Cinzas em uma homenagm com orações, um minuto de silêncio em sua memória além de um buzinaço em frente de sua residência para lembrar da lacuna deixada por esse amigo tão querido.

Jamilson: ele estava conosco na II Trilha das Cinzas (2007)...

Vida de trilheiro que se preze é assim mesmo: sujo, com cara de fome e dentro do mato...

Numa rápida parada na vila do Tamancuoca...

Trilheiro com muito orgulho...

Uma parada na comunidade do Tamancuoca para tomar água e é claro tomar uma cerveja bem geladinha para refrescar...

Uma paradinha no caminho apenas para discutir os rumos da trilha...

Aí está este bloguero pronto para se aventurar na III Trilha das Cinzas...

E aí estão as máquinas prontas para dar show...

Essa é a galera de Cachoeira do Piriá que veio prestigiar umas das melhores trilhas de motocross da região...

Trilheiros "recarregando as baterias"...

A galera na maior expectativa para o início da trilha...

Jorginho e Bereka, prontos para a trilha...

A III Trilha das Cinzas bateu recorde de participação confirmando o sucesso do maior evento do calendário esportivo do município com a presença de mais de 50 trilheiros daqui e de cidades vizinhas como Cachoeira do Piriá, Mãe do Rio e Capitão Poço entre outras, proporcionando um belo espetáculo com o barulho ensurdecedor dos motores nas ruas e pelas "trilhas" aos arredores da cidade.
É um momento indescritível, emocionante onde a cada quilômetro percorrido, a cada curva feita e a cada obstáculo vencido a certeza de que a emoção é o grande prêmio a ser recebido no final de mais uma aventura realizada.

Em 2009 tem mais...