Festival de trapalhadas petistas em Santarém
Em Santarém, o terceiro maior colégio eleitoral do estado, o PT, mesmo com a prefeita Maria do Carmo Martins concluindo o segundo mandato consecutivo com avaliação positiva, não consegue se entender e está fazendo uma burrada atrás da outra. Desde o ano passado que a prefeita vinha turbinando o nome do secretário de Infraestrutura, Inácio Corrêa, para substituí-la com as bênçãos do clã dos Martins [leia-se seus irmãos Everaldinho e Carlos] e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que tem um pé na cidade. Isso até a última semana de Junho quando às vésperas da convenção, sexta-feira passada, 29, inexplicavelmente o ungido até então foi substuído, para surpresa geral, pela ex-secretária de Educação, Lucineide Pinheiro.
Instalado o caos começaram a surgir as especulações a respeito da troca de candidatos em cima da hora, mas segundo fontes da imprensa local existe um racha dentro do diretório municipal que sempre mediu forças com os Martins, que agiam como se o PT santareno fosse propriedade particular deles, e agora resolveu dá o troco preterindo o candidato indicado pelo governo. Para Piorar, sem vice a nova candidata começou a flertar com os partidos que historicamente estiveram na base do governo e levou um senhor fora de todos eles: PMDB, PSB e PDT, que se lançaram na disputa com candidatos próprios ou em coligações com adversários do PT. Com o prazo para o registro das candidaturas se esgotando [hoje, 05/07] os petistas entraram em desespero e começaram uma corrida contra o tempo em busca de um nome para fechar a chapa e finalmente ontem pela manhã a coordenação de campanha de Lucineide anunciou o nome do vereador Bruno Pará, do PDT, como vice.
Problema resolvido então? Nada disso a escolha do parlamentar só serviu para colocar mais lenha na fogueira desencadeando um rebelião sem precedentes: o PDT chiou por que está fechado com outra coligação e não endossa o embarque de Bruno na chapa petista e os únicos aliados do PT nessa campanha, os inexpressivos PC do B, PTN, PT do B e PTB, por que nenhum nome ligado a uma das quatro siglas foi escolhido e nem sequer foram cheirados sobre a escolha de um nome pedetista.
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