Foi realizado nesta quarta-feira, 21, no Fórum Juiz Walter Nunes de Figueiredo, em Santa Luzia do Pará, o julgamento de Gilvandro de Sousa Bessa, 36 anos, acusado pelo assassinato do jovem Gerlan de Sousa Silva, de 19 anos, ocorrido em fevereiro de 2025. Após mais de 12 horas de julgamento, o réu foi condenado à pena máxima: 31 anos e sete meses de prisão em regime fechado.
O crime chocou a cidade à época, especialmente a comunidade do Broca, onde Gerlan morava com os pais. Ele era o filho mais novo de uma família com quatro filhos e o único que ainda residia com os pais.
Gilvandro foi condenado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe [crime passional, motivado por desavenças decorrentes de um relacionamento], meio que impossibilitou a defesa da vítima [uso de veneno na comida] e ocultação de cadáver — esta última qualificadora, confessada pelo réu durante o julgamento.
A sessão foi presidida pelo juiz titular da comarca, Dr. Vinícius Pacheco Araújo. A acusação foi representada pelo promotor de justiça Dr. André Felipe Valente, e a defesa pelo defensor público Dr. Ivan Silva Barbosa. O conselho de sentença, formado por sete jurados [cinco homens e duas mulheres], chegou ao veredito por volta das 20h.
Foram ouvidas três testemunhas de acusação e duas de defesa. Um dos momentos mais emocionantes do julgamento foi o depoimento dos pais e da irmã da vítima, ouvidos na qualidade de informantes da justiça. A irmã, bastante abalada, precisou interromper sua fala por diversas vezes devido à emoção.
Do lado de fora do fórum, uma multidão de familiares, amigos e moradores do Broca, acompanhava a sessão e comemorou a condenação assim que foi anunciada.
Assinar:
Postar comentários
(
Atom
)



Nenhum comentário:
Postar um comentário