Santa Luzia do Pará 22/01/26 11:30
Na última quarta-feira [21], a justiça acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público do Estado do Pará [MPPA] e condenou Gilvando de Sousa Bessa pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e destruição de documento público. A pena aplicada foi de 32 anos e 5 meses de reclusão, em julgamento realizado na Comarca de Santa Luzia do Pará.
O homicídio ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2025 e vitimou um jovem de 19 anos. A motivação do crime foi a recusa da vítima em manter um relacionamento amoroso com o réu. De acordo com a promotora de justiça Rafaela Valentim Aragão, o homem se aproveitou da relação de confiança existente e ofereceu à vítima açaí envenenado. Após a morte do rapaz, ocorrida em sua própria residência, o corpo foi ocultado, sendo enterrado no lixão do município.
Para tentar escapar da responsabilização penal, o réu, que mantinha vínculo de amizade com a família da vítima, utilizou o aparelho celular do jovem para enviar mensagens à mãe, afirmando que ele estaria se deslocando para Belém. As mensagens, no entanto, continham erros que levantaram desconfiança, levando a família a procurar a Polícia. Durante a apuração dos fatos, restou comprovado que o réu destruiu o celular e os documentos pessoais da vítima, numa tentativa de apagar vestígios e dificultar a elucidação do crime.
Durante o júri, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras do homicídio, praticado por motivo torpe, mediante emprego de veneno e com o uso de meio que impossibilitou qualquer chance de defesa da vítima. A atuação do MP foi fundamental para a solução do caso. A condenação reafirma o compromisso do Ministério Público do Estado do Pará com a defesa da vida, o combate à violência e a busca por justiça.
Texto: Promotoria de Justiça de Santa Luzia do Pará, com edição Ascom-MPPA
N.E.: Texto copiado integralmente do portal do MPPA [Clique aqui para acessar]
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