Prefeitos são obrigados a demitir funcionários por conta da redução de repasses de recursos do governo federal para os municípios
Sem dinheiro para cumprir as obrigações até mesmo com saúde e educação os prefeitos estão sendo obrigados a demitir funcionários para reduzir custos e não infringir a lei de Responsabilidade Fiscal, que restringe o limite de 54% da receita líquida do município para gastos com a folha de pagamento. E para piorar, segundo levantamento feito pela CNM [Confederação Nacional dos Municípios], entidade representativa dos municípios brasileiros, mais da metade da receita empenhada pelos prefeitos junto ao governo federal foi retida prejudicando ainda mais as prefeituras, não restando outra saída para os prefeitos a não ser demitir para não correr o risco de chegar o fim do mês e não ter dinheiro para pagar os trabalhadores.
Como sempre, quem "paga o pato" é a população com a perda de empregos, restrição no acesso às políticas públicas e a queda na qualidade da prestação dos serviços mais básicos. Porém, sem acesso à informações corretas, a população não quer nem saber e responsabiliza o agente político mais próximo: o prefeito, que leva toda a culpa, mesmo sendo tão vítima quanto o povo.
Uma reportagem do jornal Extra, da última sexta-feira [17], trouxe a luz as dificuldades enfrentadas pelos municípios diante do cenário econômico atual, que o blogger transcreve abaixo, na íntegra:
Do jornal Extra
Atrasos nos repasses de verbas federais para INVESTIMENTOS
Repasses carimbados para a Educação chegam a atrasar até oito meses, segundo a CNM. Em parte dos programas, as verbas são liberadas duas vezes ao ano e usadas na manutenção da rede.
— Repasses do Mais Educação do primeiro semestre do ano passado atrasaram, e os do segundo semestre ainda estão em aberto. Não existe a garantia de que as verbas serão liberadas este ano no prazo previsto — diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, que alerta para reflexos nas eleições municipais: — Como os prefeitos vão explicar à população que não fizeram determinada obra ou deixaram de INVESTIR
A penúria atinge cidades das cinco regiões do país. De acordo com a CNM, a previsão não é animadora. Os restos a pagar de 2014 serão reavaliados pelo governo federal até julho, e, por isso, não há a garantia de os municípios verem os empenhos liquidados. Ziulkoski reclama ainda do subfinanciamento dos programas federais — as verbas de manutenção estão defasadas.



2 comentários:
QUE PREFEITO BANDIDO!!!PREFEITO VOTEI NO SENHOR.HJ VOTO NO BANDIDO E NÃO VOTO NO SENHOR LADRÃO
PARA DE ROUBAR QUE SOBRA DINHEIRO!!!!
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