Cara de um, focinho do outro
Um aspecto, porém, permanece nebuloso: adversários de ontem, aliados de ocasião, têm a cada dia muito mais em comum do que admitem publicamente. Estão se tornando parecidos - nos métodos e nos propósitos - num mimetismo político que faz tábula rasa de antigas fronteiras ideológicas que alguns julgavam intransponíveis.
Ocorre que a travessia do Rubicão ocorreu e já faz bastante tempo. Só os ingênuos e os crédulos de carteirinha fizeram de conta que os fins blindariam os meios, impedindo a inevitável contaminação.
Hoje, cores partidárias e veleidades ideológicas parecem ser meras abstrações. Ou pior: são na verdade simples alegorias - de péssimo gosto, por sinal - para justificar malabarismo em nome de governabilidades unidas pelo fio condutor da gula incontrolável pelo malfeito.
NOTA: O artigo acima é do blog Página Crítica.


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