Em tempo
Arraiá I
Arraiá III
A beleza da Arena Junina e a criatividade da Secretaria de Cultura é o que mais tem chamado a atenção daqueles que visitaram a Praça de Eventos durante o final de semana. Uma internauta chegou a escrever no seu perfil no Facebook que "Em quase 25 anos de emancipação política de Santa Luzia, nunca tinha visto uma coisa tão linda como essa..."
Os altos índices de criminalidade que há tempos vêm assustando a população de Santa Luzia só pioram a cada dia. Assim como praticamente todo o estado do Pará, o município também está mergulhado numa onda de violência sem precedentes. A ex-pacata cidadezinha do interior agora vive aterrorizada com assaltos, roubos e homicídios. Só para se ter uma dimensão do tamanho do problema, no último sábado [17] ladrões levaram dois carros do estacionamento de um posto de gasolina no centro da cidade em plena luz do dia, obrigando os proprietários dos veículos entregarem as chaves sob a mira de revólveres e muitas ameaças. Nem mesmo o sofisticado circuito de câmeras de segurança do estabelecimento inibiu a ação dos criminosos, que por sinal ainda não foram encontrados pela polícia, engrossando as estatísticas de crimes não solucionados que já virou rotina em Santa Luzia.
SOS segurança
Não precisa ser nenhum expert para perceber que o maior problema do atual governo do estado, sob o comando do tucano Simão Jatene, é a segurança pública. Há muito tempo que o Pará sofre com a escalada assustadora da violência em todos os níveis e em todas as regiões. Além de não admitir que perdeu o controle da situação faz tempo, o governador ainda demorou para tomar alguma atitude em relação ao assunto, por que só recentemente e após duras críticas até de órgãos internacionais resolveu se mexer e trocar a cúpula da segurança. Acertou? Ainda não é possível tirar qualquer conclusão, mas pode-se afirmar que é pouco diante da dimensão do problema. A segurança pública tem que ser prioridade, tratada como política de estado e não um programa de governo restringindo-se apenas ao troca-troca de comando, mas com a implementação de políticas públicas efetivas, aumento do efetivo policial e, principalmente, a valorização do profissional da segurança que além de conviver com os baixos salários ainda é obrigado a enfrentar o sucateamento do setor e trabalhar em condições extremas salubridade.
É a crise
Os municípios maranhenses de Maracaçumé, Governador Nunes Freire e Maranhãozinho, destino certo de muitos luzienses nessa época do ano em razão da pouca distância e, principalmente, atraídos pela boa qualidade da programação da quadra junina que duravam vários dias com shows dos principais nomes do forró e até de grandes estrelas do cenário musical brasileiro, este ano apresentaram programações pra lá de modestas. As três cidades citadas, que outrora ostentavam eventos de grande porte e apresentações de uma profusão de cantores famosos divulgaram na semana passada suas respectivas programações que nem de longe lembram os anos anteriores. Nas listas de shows nenhum nome de grande envergadura do entretenimento forrozeiro, pelo contrário apenas bandas sem nenhuma expressão, na grande maioria atrações locais desconhecidas até mesmo na região. Sem dinheiro, por conta da crise, os municípios foram obrigados a reduzir os custos das festas em até 80% e a solução foi colocar bandas "caseiras" na programação se não quisessem acabar com uma das principais manifestações culturais do povo nordestino, o São João.
Nada a desejar
E Santa Luzia que não tem muita tradição em grandes festas juninas, este ano graças ao empenho da Secretaria de Cultura, pela primeira vez na história do município está com uma programação digna da quadra junina que o povo luziense merece, apesar da crise. Além das tradicionais apresentações das escolas do município, inovou com um intermunicipal de quadrilhas e show de encerramento ao longo de três dias de intensa programação. Isso sem falar nas bandas e cantores locais que irão se apresentar ao longo desta semana até o dia 30 na Arena Junina todas as noites.
Prestação de contas



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